Quis pintar o meu Natal
Com as cores da esperança
Borrifei com o amarelo
Vi o olhar de uma criança.

Tentei trocar as nuances
Pelo tom da natureza
Depois de umas pinceladas
Formei a cor da pobreza.

Voltei a juntar as cores
Dando o tom da igualdade
Ficaram foscas, e sem vida
A negra cor da maldade.

Tentei pintar uma árvore
Com o verde, do meu mar
Do alegre tom verdejante
Formou-se nuvens no ar.

Voltei a mexer nas tintas
Precisava dar cor ao Natal
Juntei tudo que havia
Vi nelas as cores do mal.

Resolvi usar o vermelho
Que é a cor da paixão
Misturei meus sentimentos
E lágrimas, mancharam o chão.

Com as cores do arco-íris
Quis eu pintar o amor
Misturei todas as cores
Formei as cores da dor.

Decidi então parar
Nada mais tinha a pintar
Triste será meu Natal
Sem cores, o meu sonhar.

Autora: Pequenina
15/12/04