
Dentro da noite
o silêncio
Balança os vidros das portas
Ensurdecedor e violento
Seu som, são de horas mortas.
Ouço-o
como trovões
Horas com o som de guitarra
Talvez como ondas do mar
Ou o canto de uma cigarra.
Se respiro, eu
ouço gritos
Ao mover-me, ouço um hino
Deitada eu ouço os lamentos
Do silêncio o som divino.
Ouço uma
orquestra a tocar
A mais bela sinfonia
Ah! Que silêncio gostoso
Que zôa qual ventania.
Neste silêncio,
da noite
Os lobos uivam no mar
Deixaram suas florestas
Resolveram navegar.
E assim vivo
o meu silêncio
Sempre o tenho em meu comando
Desde uma revoada de pássaros
Ou de corrente arrastando.
As horas foram
passando
O relógio emudeceu
Gritou mais alto o silêncio
Que em silêncio adormeceu...

Autora:
Pequenina