
O sol
se põe, é o cair da tarde, e logo o anoitecer
Estou eu cá, sozinha a relembrar, que nesta mesma data
'dia 28' em certo mês do ano que se foi.
Eu
não estava só.
Apesar
da distância, estavas ao meu lado
e conversávamos, como dois adolescentes, começando
a conhecer a vida, e o os sentimentos.
Um
tanto confusos.
Tu
meio tímido, não sabias que dizer, e eu ainda
meio
tonta, e um tanto assustada, com a descoberta.
Enfim;
falamos, falamos, falamos
e acabamos nos envolvendo e nos entregando.
Não
sabemos como, nem porque.
Pois
nada, sabíamos um do outro, havíamos nos
encontrado poucos dias antes, e ao acaso.
No entanto, parecia que éramos íntimos
e que já nos conhecíamos de longas datas.
E
assim continuamos nosso romance secreto.
Que
continua e sempre viverá, mesmo ao longe.
Por
ironia do destino, era noite de lua cheia
‘como hoje’ fui até a varanda, e lá
estava ela
A nossa amiga lua, com seu brilho prateado.
Enchendo
a noite de sonhos e fantasias.
Deusa
dos amantes apaixonados, que a tudo assiste
E acoberta com teu manto.
Enxugue
as lágrimas dos que sofrem tanto.
Dentro
de ti cheguei a ver uma imagem
Que refletia, através do teu esplendor
Desesperada quis beijar-te a face
Tu te escondes-te para não ver a minha dor.
Mas não te escondas minha amiga lua cheia
Tu serás sempre a nossa direção
Esteja oculta, entre nuvens passageiras
Ou junto a neve branca...
Sempre
no meu coração.
Autora:
Pequenina
Música na Voz
do: Ribatejano
28/06/92