É belo, limpinho, e cheiroso
Pelo macio e sedoso
Vadio, felino e manhoso
Amigo, e por vezes maldoso...



Ronca, rosna, e até resmunga
Parece ser o dono do mundo
Mas na verdade não passa
De um belo vagabundo.



Quando é dia quer descansar
Do sofá ninguém o arranca
Dormindo um sono profundo
Para agüentar a retranca.



À noite, o belo assanhado
Olha-me cheio de manhas
A esperar que eu abra a porta
E vai aprontar suas façanhas.



Pela manhã ao despertar
Deparo-me com o vadio
Que chega de suas farras
Em busca de uma gata no cio.



Vem de mansinho e cansado
Faminto e miando baixinho
Pula ao meu colo a buscar
Um pouco do meu carinho.



Ah, gatinho abusado!
Não passas de um vilão
Vive cheio de chantagens
Meu amigo trapalhão !


Autora: Pequenina
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