Sai em busca de um alento
Vagando de bar em bar
Bebi de tudo que havia
Não dava pra controlar.
Bebi com raiva de mim
E todos se puseram a olhar
Amigos deram-me a mão
Na volta pus-me a chorar.
O frio cobriu-me a alma
O mundo desabara em mim
O copo nem sempre acalma
As dores que não tem fim.
A vida, esta logo passa
Que vá, sem muita demora
Libertando-me desta tristeza
Que assusta, e me apavora.
Pela manhã ao
despertar
Senti um nó na garganta
Olhei-me, diante do espelho
Uma imagem, que a mim espanta.
Oh, céus! Dá-me
a coragem
Não quero causar sofrimento
Aqueles que mais me amam
Não merecem este tormento.