Chuvas fortes,
muito vento
Tempestade de verão
Vejo uma ave sem ninho
Que voa em busca do pão.
Sozinha em pleno deserto
Lutando contra o perigo
Buscando um ninho vazio
Que te sirva de abrigo.
A
pobre ave alquebrada
Deixava teu lindo mundo
Definhava a cada dia
Em seu desgosto profundo.
Falta
fazem, as verdes matas
Que amava, e que a acolhia
As cachoeiras, e as cascatas
Eram fontes de energia.
Devaneios
ou fantasias
Isso nunca lhes passou
Hoje está convencida
Sorte e vida, a enganou.
Suas
asas, mal alçam voos
Seu cantar, lamentos são
A pobre ave esquecida
Morre aos poucos de paixão.
Nas
noites frias a saudade
Seus gorjeios são de dor
Depauperada e vencida
Seus olhos perderam a cor.
Autora:
Pequenina