Poesia Amargurada

 

Hoje em dia, grande parte da poesia na língua Portuguesa caminha na rua da amargura.

Tantas mulheres que abandonaram o ser feminino em busca da igualdade, perderam-se na floresta, sem nada para cobrir sua nudez, passeiam-se pare exibir a bunda e os peitos de silicone, as rugas da testa e sobrancelhas injectadas com veneno da juventude... será juventude?... Claro que é maluqueira... abandonam o marido por um copo de vinho no bar e uma noite proibida....

Tomaram algumas patacas da conta conjunta do banco; e lá vão parta umas ferias na areia; ai, o pudor desapareceu completamente; nuas, de mamas viradas ao sol, um triângulo muito pequenino de tinta sobre a sapa; olho de soslaio, esperando um olhar de curiosidade de um homem mais espantado.

Matreiras, lhe enviam um torpedo de sorriso convidativo, esperando que o laço aperte.

Mas o homem está ficando espertalhão e enojado dessas maduras badalhocas.

Belos tempos; quando a curva do joelho era o paraíso.

Maravilhosos momentos quando só as paredes do quarto onde dormiam tinham o privilegio de ver a nudez da mulher, os bicos a crescer, o malabarismo da doçura e do amor, privilegio de ouvir seus gritos e gemidos, de sentir o silencio do sono e do prazer...

Hoje a cada noite somos bombardeados com poesias que andam pelas ruas da amargura.

O que elas dizem enoja... querem sentir na garganta o sublime que daria mundo ao mundo; em normais circunstancias.

Elas dizem as maiores nojices para se fazerem notar... querem ser chamadas de poetas, mas nada mais sabem dizer de que desnudar todos os buracos que tem, e porem silicone nos peitos para que a cara lhe seja toda besuntada com o puro sangue do cavalo fugas que as monta...

Depois dessas poesias sem vergonha, em tipo ciranda vão os que se dizem poetas com suas tretas para que digam que são machos, esquecendo-se que se são mesmo poetas, ali fica sua marca toda emborralhada...

Sim estou de acordo uma parceria de mutuo acordo, mas essas cirandas falando do segredo sublime da loucura sexual, aberta e escandalosamente, traz a poesia de hoje em língua Portuguesa passeando pela rua da amargura...

Certos momentos sinto vergonha de poetar nos trilhos dessas mulheres que perderam o respeito de mulher para vir loucas fêmeas no cio

Para vocês homens poetas, deixem essas que perderam a vergonha ladrar sozinhas...

E não dêem continuação a essa poesia amargurada.

Por: Armando C. Sousa