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Maria do Mar
Existem Promessas Que Não Se Podem Cumprir
Prometi-vos
um capitulo de ir ver a gente da ilha perdida. Por muito que pensa-se
ao deitar-me, na minha amiguinha sereia Tifa; ela nunca me veio
buscar ao meu sono para viajarmos e ir visitar os habitantes cientistas
que se refugiaram nesse esconderijo, para a sós, concretizar
suas invenções, sem medo das ameaças da KGB
ou da FBI.
Hoje,
depois de alguns meses deitei-me junto de minha esposa com a promessa
de a deixar sossegada, dormindo.
Logo
que disse adeus, aos últimos sons da noite, estremeci e cai
num recanto muito aprazível junto ao mar... entre aquelas
duas dunas de areia quente havia um Painel dizendo... recantinho
das gaivotas lindas...
O
mar ficava a uma corridinha de prazer... nessa corridinha tropecei
num corpo. Dormindo....mas que beleza ali sozinha, tendo como guardião
o mar, só ele e sua espuma podia abarcar tanta doçura;
pele da cor do mel, e lábios com duas cerejas... beleza afrodisíaca.
Cai;
fiquei de cabeça quase beijando seus pés, ao levantar-me
com dificuldade.
Meus
lábios ainda tocaram naquela pele macia e tremula que me
ajudou a levantar.
Ficou
espantada, olhando para mim, e disse, já te vi em fotografias,
eras mais velho, mesmo assim foste um desejo de te beijar e abraçar...
assim os dois rolamos ate ao mar ficando coberto por um manto de
espuma e de desejo.
Por
um momento agarrei seu rosto e disse nunca vi tua fotografia, mas
eras aquela que eu pintava naquelas noites de conversa que tu denudada
toda a toa vida.
Tu
es a Judite; aquela que vivias na minha poesia, es a poeta que nunca
fez amor, mas contas a tristeza por nunca viveres com ele... es
aquela que os homens não conhecem o açúcar
de teus lábios, desconhecem o calor de tuas entranhas, a
loucura da lava que brotam o vulcão de teu ser; cheia de
amor; es tu, aquela que tua verdade cobre o homem de desejo ao saber
que a virgindade do amor nunca de te saiu...
O
mar cresceu num rugir mansinho, uma onda gigante lavou a espuma
de nossos corpos, e muito perto dos penedos onde as algas marinhas,
vinham se espernear para depois encher a praia de fé. Elas
levavam tantas vezes males incuráveis, os maiores feitos
em chá de saudades, aparecerão duas baleias (balugas)
branquinhas. Puxando uma couraça de enorme tartaruga que
fazia parte dos monstros lendários que tanto medo faziam
aos valentes marinheiros Portugueses naquele tempo que eles venceram
o medo do Adamastor e chegaram as costas das lindas terras Brasileiras.
Na
couraça vinham a guarda real do rei dos mares; Iao e sua
bela rainha Aqualia.
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golfinhos guinchando apareceram com formação nobre
dos cavalos lusitanos, com eles um enorme bugio que servia de carruagem
e aposentos as três princesas marinhas que tantas vezes me
tem levado ver os estragos dos humanos nas profundezas do mundo
marinho aquele cantinho das gaivotas vai ficar embelezado para sempre
no ser de meu sonhar... esse cantinho viu a grandeza do rei Iao
e seu enorme palácio, que serviu de casa a grandes animais
marinhos que os humanos tem destruído com seus contentores
cheios de carcassas de vacas loucas e residios nucleares que matam
a natureza marinha fazendo-a dar urros transformados em tusamis.
Essas
três princesinhas disseram; tudo sabemos, porque os nossos
mares não tem fronteiras e todos falamos a mesma língua...
Mostramos
o quanto estamos zangadas com vocês, encharcando-vos vossas
terras...
Mas choramos, porque são sempre os mais fracos a sofrer.
A
princesinha Mida pondo seus cabelos no colo de Judite, disse! Tantas
vezes te vejo chorando na tua janela, olhando o mar, que me apetece
como um arcanjo pegar em ti e levar-te para a montanha ou para as
alísias junto aquele grande rio onde belos homens montados
em lindos cavalos lusitanos com suas varas guardam os touros puro
sangue, mas desejando encontrar a mulher de seus amores...
Um
dia Judite um dia... pegaram em mim e seu bugio entrou nas profundezas
do mar.
Por:
Armando C. Sousa
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