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Cultura Portuguesa
Toronto
Canada
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de quarenta e dois anos passaram, num dia do pico do inverno 28/01
1968 chegava ao pais dos grande lagos e sol da meia noite norte,
trazia pela mão três filhas, idade de três aos
oito anos, a esposa com mais uma nos braços menos de seis
meses e ainda com vômitos que agourava família nascida
em três países e dois continentes, ajudado por uma
rapariga Portuguesa no aeroporto de Toronto foi vacinada a mais
novilha Maria Francis, transbordo para um dois motores a propale,
que nos levou a Sudbury... dali viagem em carro para Elliote Lake,
uma Vila mineira, onde se explorava o deus do mundo das novas tecnologias,
a língua Francesa nesse tempo era minha espada de defesa.
eu
e esposa decidimos que os nossos filhos deveriam principiar sua
educação em Francês, primeiro para que as crianças
podassem crescer com conhecimento nas duas línguas do Pais
Canada, ao mesmo tempo como ao pais que nos abriu a porta, arrebatando-nos
as garras da ditadura Salazarista, ainda consegui livros Portugueses
para educar os filhos, mas os que tinham capacidade para educar
exigiam real trato impossível de manter meus filhos foram
aprendendo a falar Português com pais e amigos dos pais...
anos passaram que não ouvia uma musica portuguesa, ou lia
um jornal Português, ate que um dia nos fins dos anos 1970
chegava esporadicamente um programa em Português dirigido
pelo Sr. Alvarez; era ele ainda empregado de mesa num restaurante
na esquina Colleg e Dundas... Toronto... nesse mesmo tempo Minhas
duas primeiras filhas vieram estudar para Toronto... então
principiei a fazer a viagem cada duas semanas para as visitar e
ter certeza que tudo corria conforme nossos desejos.
Afinal
eram das primeiras portuguesas do lugar a deixar o ninho procurando
o seu norte... Principiei a conhecer Toronto... as filhas estudado
e trabalhando nos fins de semana me ofereceram uma Maquina de Filmar...
com outro V.C.R principiei a fazer um programa com tapes emprestadas...
Pedi ao Sr. Alvares autorização de gravar e repetir
o que mais coube-se no programa que o Cabo 6 de Elliote Lake me
dava tempo para o apresentar. este passou inutilizar as gravações...
consegui tapes através do consulado e o Programa (Sol da
Nossa Terra) foi um êxito de educação e entretimento
para os Portugueses isolados numa pequena vila ao norte do Ontario,
filhos depois da formação, empregaram-se... casaram-se
ficando a viver em Toronto... eu continuei a apresentar o Programa
enquanto trabalhava... 1993, a mina fechou, eu me reformei um pouco
mais cedo e vim viver em Toronto... principiei a escrever para o
semanário Sol Português... o fiz cerca de três
anos... mas afinal as atitudes dos diretores, mais interessados
nos lucros que na veracidade do que se podia escrever, fez-me abandonar
o Jornal...uma pequena passagem pelo (Voice ) passei a escrever
no Jornal (Nove Ilhas) o mais verdadeiro de todos, para esse jornal
principiei a escrever contos e crônicas... fazia a cobertura
das festas dos clubes no fim de semana... mas a verdade fere...
escrevi para este Jornal 8 anos...vi muito da nossa Cultura, escrevi
sobre nossa cultura...vi e senti o interesse de muitos Portugueses
ter um titulo num clube...a ignorância e o poder quase sempre
os mais atrasados ou com interesse próprio... muitas vezes
para matar solidão; não ter de pagar para entretimento.
Mas
a comunidade precisava de se integrar, para não mais ser
conhecidos como Porck Chop... com muita dificuldade ficaram sempre
os carolas, e os de interesse próprio... um destes dias fui
ver como representavam a Cultura Portuguesa...no Carabram... Cidade
de Bramton...fiquei desiludido, comparando o que tinha visto e coberto
para o jornal, anos atrás. Em Toronto Caravana; representada
pela Casa do Alentejo e no Carassuga... pelo C.C.P.M... estes sim
me deixaram saudades; em Brampton os Artistas de origem portuguesa
não tinham alguma condição acústica,
a apresentação do que foram os Portugueses se tornava
em bonecos de cascatas... sem alguém para receber algum visitante
de outras origens... vinho do porto cerca de 15 ml de inferior qualidade
e um quadradinho de queijo de centímetro e meio como prova,
tinha o custos de três dólares... não me admira
de ver as mesas com apenas a gente dos ranchos folclóricos
e artistas e família...meias vazias; quando um dos que falo
de interesse próprio se pavoneava de fato preto e carvelho,
para ser reconhecido como sendo o organizador fazendo a apresentação
dos números musicais... enfim a cultura portuguesa... mas
que cultura Portuguesa?... Apresentar-nos desta maneira ao resto
do mundo, é mentir... acompanhar o progresso do nosso povo,
e mostrar através de vídeos seria o ideal para repor
a verdade aquém não conhece... Temos um programa em
português na TV que lhe falta pernas e o RTV Internacional
também pouco vale, resta-nos a integração na
cultura Canadiano.
Por:
Armando C. Sousa
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