Alcino XV...

 

Carmina acordou dos seus sonhos de terror e amor... desta vez um sorriso bailava em seu lábios, braços descontraídos, ombros doridos, escutava a água a cantar no reguinho perto do paul onde dormia.

Verdade houveram muitos sobressaltos durante a noite, ao acordar aflita com seus filhos a precisar de sua ajuda lembrou-se do Alcino e Balia, dois arcanos na terra velariam por estes dois anjos através do mundo cheio de iniquidade e avareza.

Por fim estava só e segura de haver verdadeiros arcanos com saquinhos do bem.

Acordou... Queria estar cedo em casa do Sr. Ornelas... hoje não teria Anisa... Sorriu.

E encaminhou-se para a bomba... queria se lavar do seu pensar de pobreza... e não lhe saia da cabeça de poder fazer alguma coisa de bem para toda a redondeza...

Depois do banho com uma pedra como esfregão ficou fresca e quase ardendo... mas limpa... o tempo estava carregado... carmina acelerou para chegar sem chuva... mas mesmo ao chegar ao cimo do monte existia uma palhota usada pelos pastores.

Noutros tempos... ali onde se jogava jogos florais... bola bicho barra e muitas vezes as raparigas se juntavam para brinca e conhecer melhor os rapazes.

Antes de Carmina ali chegar, a chuva principiou a cair torrencialmente… encharcando por completo a pobre que ficou com o vestido colarinho ao corpo parecendo uma deusa das bordas do rio Nilo... mas que linda escultura!... Quando esta deixou cair o vestido encharcado para o poder espremer riu... pensando na cara que faria o Sr. Ornelas se a visse assim.

Um motor se fez ouvir... Carmina apressou-se a vestir o vestido mesmo molhado, foi ver e viu que um jeep caminhava para o local todo enlameado...

Este jeep parou e Ornelas logo e reconheceu quem estava na entrada da palhota, principiou a tirar a jaqueta a deitando sobre os ombros de carmina que estremecem.

Tornando; agarrou suas mãos e lhe deu um beijo de fugida; mas que deixou os dois tremendo...

Ornelas suspirou fundo e perguntou; pata minha casa ou tua palhota... para cumprires tua palavra... Esta riu e respondeu Para tua casa, tenho trabalho a fazer...

Chegaram Ornelas encaminhou Carmina para o toucador e guarda-vestidos que foi de sua esposa... abrindo-o mandou-a escolher e vestir para não gripar;

Esta escolheu um vestido simples azul que lhe caía como a uma rainha... era linda dentro daquele auto-fite que encheu Ornelas cheio de saudades e desejos loucos...

Carmina sentiu as saudades invadirem aquele homem de coração meigo e doce... disse para consigo quero que ames a mim e não ao vestido; quero que estremeças com o calor de meu corpo; meus arrepios que te façam macho louco sem controle como um cavalo fugas;

Ho Ornela, quero te ouvir urrar... quero te fazer viver esquecendo as saudades de tua esposa...doutra forma feixes os olhos e vives sempre com ela, no pensar... mesmo que esteja eu em cima de ti...

Ornelas olhava e Carmina; deixou cair o vertido, ficando nua como uma deusa, lindo sorriso como o desafiando... ele de boca aberta engolia em seco correndo para a agarrar e levar para a cama mesmo sabendo que ia macular um leito que nunca viu outra mulher deitada, apenas sua esposa que cedo foi levada pelo câncer da mama.

Naquela corrida de loucura... ouviu a campainha que não parava de tocar desenfreadamente...

Carmina baixou-se vestindo o vestido... deu um sorriso e disse...Ornelas vai atender, tudo isto e o destino.

Ornelas abriu o portão e viu que era seu grande amigo Fernando...o chefe da polícia de investigação de casos maiores.

Dizendo amigo, mas noticias... o Sr. Que queria saber o paradeiro foi assassinado na cadeia, pelo pai duma criança que ele desflorou... casse em flagrante.

O pai agrediu um guarda da prisão... ficando preso imediatamente... fez correr a noticia que aquele preso era um estupor desflorando crianças, pagaria aquém lhes desse ajuda para o ensinar... logo no recreio foi manietado por dois presos enquanto o pai da criança lhe enfiava um cabo duma pá no rabo e o queria fazer sair pela boca…

Deixando-o todo rebentado...

Ornelas disse; entra, mas não fales sobre o assunto em frente a minha empregada... hoje vou levar-lha com o jeep... amanhã falaremos sobre o assunto...

 

Por: Armando C. Sousa