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Alcino XIV...
Enquanto
Carmina dormia e sonhava um misto de terror e amor; sobressaltos
e apreensões estavam na sua mente; tornando-se em pesadelos;
um acordar busco na escuridão da palhota.
Por
entre fresta da palha, viu a lua que descia sobre os picos das montanhas.
Pensou
em Alcino e Balia e convenceu seu pensar que este só queria
sua felicidade; tornou-se e voltou a adormecer, desta vez o sonho
era cor da felicidade, e ficou deitada junto ao ribeiro ouvindo
a agua batendo mansinho na sua correria para se juntar ao infinito
do mar... sentia-se feliz, não queria acordar desse momento,
esperando eternizar-lho para poder contar um dia aos quatro ventos
a felicidade e o orgulho que sentia de ver o sucesso de seus filhos,
depois de tantas tribulações fome e vergonhas dos
farrapos que era obrigada a vestir para não mostrar sua nudez.
Entretanto
as sombras do luar entraram no restaurante habitual.
Alcino
e Balia com Xavier e Anisa foram sentar-se na mesa habitual que
por acaso se encontrava vazia.
Pediram sopa de agriões e verdoegas com creme de Milho-alvo,
pão e chá verde... escusado será dizer-vos
que alem de ser uma sopa simples para estas duas crianças
foi um grande manjar...
Subiram
para o quarto... uma cama para cada um, tão maciinha que
estes julgaram que não havia outro céu de pois de
tantos anos dormindo apenas com uma esteira entre seu corpo e o
chão.
Ao
outro dia Balia foi acordar-lhos do seu cem para virem almoçar,
umas torradas de pão integral com geleia de marmelo e um
copo de sumo de laranja... para estes foi fabuloso... dizendo nossa
mãe nunca nos poderia dar assim.
Balia
abraçou-os dizendo, creio que se vocês quiserem o mundo
virou... apenas tendes de ser razoáveis, compreensivos bons
estudantes, e nunca vos esqueceres que tereis também um saquinho
para fazeres aos outros como recebeis hoje...
Os
dois foram abraçar Balia e Alcino, dizendo sempre que nos
seja possível... mas queria-mos ver nossa mãe com
os mesmos mimos... Alcino riu... e disse se confiares em mim, eu
vos digo ela terá tudo que queira em casa do Sr. Ornelas...
Bom
agora vamos fazer compras para Xavier levar para o Colégio,
e para a nossa grande artista Anisa...
Senhora?!..
Que quer dizer Artista?... Anisa tu vais compreender quando entrar
nos estúdios...mas antes teremos de te comprar roupas de
princesa...
Cada
um com sua mala de rodas com três mudas de roupa fina... o
destino tinha dado volta e meia, ninguém no lugar os reconheceria...
mas o destino dotou estas duas crianças com o saquinho que
o mundo precisa...
Xavier
foi entregue no colégio... o contrato foi reconhecido e assinado
sem alterações...
Alcino
era razoável nas suas ambições... dizendo a
Xavier, a bola e que te da os estudos; mas nunca troques os estudos
pela bola... mas a bola te pode ajudar muito... alem disso tua irmã
depende de teus estudos que tu aprenderes... Alcino e Balia Abraçaram
Xavier, deixando Anisa e o irmão nos braços de seu
próprio destino por momentos infinitos... Anisa foi arrancada
a seu sonho... para seguir agora seu destino por onde Alcino e Balia
a levasse...
Vamos
deixar os Três seguindo para os estúdios cinematográficos
com a folha de jornal na mão e vamos ver o que se passa com
Carmina...
Esta
acordou cedo... foi tomar banho na bomba de bambu... o tempo estava
carregado de nuvens e ela queria chegar a cidade sem chuva... estava
sozinha... iria mais cedo para seu trabalho... caminhava radiante
com mil esperanças a nutrir seu pensar... seu grande sonho
de amor... pensando... que será de mm?... Terei forças
para cumprir minha palavra?...
Veremos
no próximo capítulo.
Por:
Armando C. Sousa
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