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Um Destino um Pais um Desafio
Crónica de: Armando Sousa
Verdade:
quando falo num destino, faz-me recordar a minha meninice onde a
pobreza se fazia sentir em todos os seguimentos da vida.
Decorria
a segunda guerra mundial quase, ou muito pertinho da porta da cozinha,
o governo ditador Salazarista ate os aromas roubava da pobreza;
os rojões de gordura de porco era preciso espreme-los para
dar alguma gordura a sopa de couve com meia dúzia de feijões
e alguns graeiros de arroz...
Nunca
tive livros para aprender... serviram de meus irmãos e amigos...
muitas vezes usando a areia para praticar...
Valeu
a todo o Portugal, também mergulhado em guerras coloniais;
a imigração clandestina para França; depois
para a Alemanha, seguidamente para todos os Países da Europa.
Só
que em principio, o dinheiro da imigração chegado
a Portugal, tornava a guerra colonial ainda mais feroz...
O
resto todos o sabem... o 25 de Abril de 1975 e a guerra dos cravos...
Meu
destino, era o Canada onde criei uma grande família.
Os
Portugueses são muito saudosos,... a aqui deixo meus parabéns
a mulher Portuguesa pela seriedade e respeito sacrifício,
pelo sacrifício do marido partindo pensando no bem estar
da família.
Dai,
nasce a lenda, a mala de cartão tão cantada através
do mundo.
Cada
ano no dia de Portugal se podem ver trajes e costumes de antigamente...
violas bombos e concertinas, danças do vira chula e malhão...
uma festa mostrando o que e nosso povo...
Com
meus anos de trabalho passados dediquei-me a presenciar e escrever...
então encontro gente de um outro País, mas com a língua
que falavam meus avós donde esta simpática gente e
recendida.
Só
com uma diferença, ao homem falta-lhe o respeito e responsabilidade
que o Português sentia nos anos do meio do século 20...
mas encontra partida a mulher, revestida com as armas que tem; corpo
mãos e sorriso, resolveu salvar o País mais fértil
e bonito do planeta, num jardim celestial... elas estão por
toda a Europa e Canada…
Elas
sabem que lhe chamam mais uma... profissionais do sexo... escravas
dos pimpos... mulheres fáceis... nuas de cabaré..
Massagistas
de massagens completas... mas podem ser tudo isso no seu principiar,
tornando-se em armas de salvação de suas famílias
e de seu amado País, o seu Brasil.
Todos
os dias encontro duas jovens que imigraram para salvar da fome suas
famílias... uma jovem de 19 anos que me serve o café
a cada dia, com belo sorriso nos lábios; contente de poder
comunicar comigo na sua língua, ela vem de um estado amazónico...
falamos e me segredou que a gente Portuguesa e muito melhor do que
o brasileiro a pinta.
Esta
satisfeita com o trabalho de servente com o patrão e colegas.
Uma
outra cose meu pão cada dia...agradável, procurando
dar o melhor de si para os fregueses e para o patrão, que
se inseriu muito bem no seio da comunidade portuguesa...
A
gente brasileira nesta comunidade Torontiana também ama trazer
a rua suas raízes passeando pelas ruas... e então
e ver e ouvir o rufar dos bombos, as cores verde e amarelo com um
raminho de azul. As mulheres dançando num frenesi louco onde
seu corpo deixa marcas de alegria na gente que ocorre para ver os
movimentos do samba ao vivo.
Ficando
na sua mente o aroma do Brasil e de suas praias; e um desejo sem
controle de ver suas praias, seus picos sentir na fonte a alegria
dessa gente simpática e afável.
Este
e o desafio que a mulher brasileira lançou a seu governo,
incapaz de tirar os reais das cuecas para o ensino que se vem tornando
em vergonha mundial.
Este
Brasil tão lindo é o último nas estatísticas
em gastos por aluno na educação...
Média
mundial de 4 a 9 mil euros por aluno... Brasil, menos de mil euros...
é aqui que a mulher brasileira lança o desafio...
ou melhora a vida do pais deixando de fazer pequenos ricos corruptos
com negócios escuros, ou a vergonha de ver a mulher brasileira
imigrar através de todo o mundo, para livrar o pais da ignorância
da miséria e da fome...
Lembrai-vos
o desafio de sua vida, a mulher brasileira joga-o, mas quer perder-lho,
com a mente numa família honrada.
A mulher brasileira deixa a rua por uma casinha com pão,
um marido que a ame, que ame o trabalho, respeite-a e eduque os
filhos...
Por:
Armando C. Sousa
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