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O Dia Depois da Noite
Quando
o dia desponta por entre montanhas com a luz ténue das alvoradas,
estrelas a desaparecer com a claridade, sentimo-nos satisfeitos
que esse dia seja duma suavidade sem medidas, esse dia nos traga
o perfume paradisíaco duma rosa.
Esperamos
que os raios do sol sejam de uma macieza sedosa aveludada.
Esperamos
que o verde seja lindo e suave em matiz, exactamente como o verde
primaveril.
Queremos
sentir os jardins a despontar, flores a sair por entre o verde,
tornando em mil cores o canteiro, lindo e suave, primavera em flor.
Gosto de ver nas árvores os balõezinhos a sair, a
folha ou flor que desponta, essas são as cores da vida a
sorrir como as borboletas que voam a nosso redor, deixa nossa mente
sair da noite e entrar na realidade.
São
momento que sentimos pela vida grande amor
Sim,
amo a natureza que me dá essa visão e perfume suave
tornando a vida cheia de ternura
Nesses
momentos eu sinto tanto a perda daquela que me depôs na vida,
mesmo sem saber o tempo determinado que aqui permaneceria comigo.
É
em sua memória que quero ver nascer a primeira rosa, e em
pensamento a doar àquela que partilhou comigo seus braços,
pão, os seios, suas lágrimas e seus sorrisos.
Este
jardim terreno gostaria de o partilhar com aqueles que enxugaram
minhas lágrimas ao saber de meus desesperos, das tristezas
que assolavam a minha vida.
Outra
rosa que nasça, irá o cheiro para os nobres do coração
e de puros sentimentos.
Terei
algumas para os ricos que por todos os meios procuram minorar a
enorme pobreza que devora a humanidade sobre a terra, estes assim
calando a dor e miséria.
Gostaria
de ter rosas para todos aqueles que o amor ao próximo está
alojado em seu coração, e se dilacera se não
encontra meios para enxugar lágrimas de dor causadas pela
doença da C.I.D.A. do câncer, da mulher e do homem,
e os medos de uma guerra sem razão, onde apenas os bens dos
outros está em causa.
Aqui
vai para meus professores, os meus mais puros botões; este
que tanto procurou ensinar-me, nas contas de igualdade, nas redacções
e divisões.
Os
meus amigos também, que não usavam hipocrisia, para
entrarem em meu coração.
Um
pensamento para todos que foram meus amigos e foram obrigados a
me deixarem eternamente, construindo no silêncio a minha grande
saudade, das borgas e cantos que entoamos juntos.
O
cheiro da rosa para todos que me fizeram rir, gargalhar ou até
mijar e chorar, desta maneira minorando a minha dor.
Para
meus grandes amigos virtuais, que eu em pessoa nunca vi, mas em
pensamento sim, moram comigo aqui, na inconsciente morada de meu
pensar; quantas vezes passeio, e voo com eles no meu dormir, me
rio choro com eles lendo seus poemas e escrevendo os meus depois
de acordar.
Não
me esqueci de vós, que reconheceis os artigos que escrevo
para o jornal Nove Ilhas e fazeis as criticas conforme eu as mereço,
para aqueles que tiram tempo para agradecer as verdades que escrevo
nas minhas reportagens, e mesmo para aqueles que acham que a verdade
os diminuiu, e prefeririam ler mentiras minhas.
Para
estes reservo o perfume duma flor verdadeira.
Para
meus filhos e netos que tantos momentos de alegria nos vem dando
com a sua proximidade, e satisfação de trabalho e
honestidade, para esses reservo os passeios de meu jardim, a entrada
da minha porta, além de tudo que é meu, também
meus braços e meus coração.
Mas
todas as flores, nascidas e por nascer, iram para aquela que me
tem ajudado no meu viver, essa que me acompanha, a todos os lugares,
quer seja para escrever para comer ou passear, passar tempo ou conversar
Ou
mesmo para me repreender ou fazer lembrar; para essa sim não
vai só as flores, mas todo o meu ser, todo o meu viver.
Quando
o dia desponta depois da noite, quero me levantar sem nada doer
agarrar o mais belo sorriso e com ele meu coração
de lealdade lhe oferecer.
Meus
amigos por vezes quero prosear e então deixo a minha mente
vaguear com amor por todos os lados, também tenho muitas
amigas, que gostam de ler estas coisas por mim escritas, que apenas
galvaniza os pensamentos, que vem embrulhado em bem e amor.
Para
todos vós, um grande abraço do Armando
Por:
Armando C. Sousa
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