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Minha Memória
Ah, memória, que estás emaranhada
na escuridão da ignorância.
Verdade, libertei o medo de saber mas pouco aprendi sem professor,
o que via e imaginava deitava para o posso do saber.
Hoje do poço onde lancei tudo que aprendi, lanço o
balde para captar alguma lama que ainda reste.
Pode ser que dela possa extrair algumas verdades que governam este
mundo cheio de hipocrisia.
O balde sai apenas cheio de lamentações, da pobreza,
de doenças, fome e guerra.
Outras vezes o lanço, e nele chegam pedaços de corrupção,
extirpações de pobres crianças inocentes; para
vir dar mais dor e entristecer minha mente.
Quantas vezes, entra no poço lamentações loucuras,
de amor e desejos nunca correspondidos, que deveriam ser obrigações
de contratos de seres humanos.
Verdade querida, isso me entristece, procuro dar anseios de fantasiar
realidade, e tudo se passa como num filme, onde a pessoa entra dentro
vivendo uma realidade de magia.
Neste caso o mais importante e amaciar o desespero do desejo, deixando
evaporar o vulcão da loucura, a lava quente, mas cheia de
prazer, escorrer livremente, na mente e na realidade da vida que
este universo nos da.
Creio que a corda que tenho no sarilho do poço não
possa chegar ao fundo do saber.
Desce aos solavancos sem a macieza ou doçura que a mente
humana necessita.
Alguma água que sai, ainda me deixa as mãos molhadas
de lamentos, mas as gotas que caem das mãos, são límpidas.
Muitas gotas assim; poderiam formar rios onde poderiam navegar barcos
de verdade, se todos os poetas abandonassem o comodismo.
Nesses rios de gotas poderiam viver neles peixes sadios, sem arsénico,
estes mesmos viverem com alegria na mente, como arcanjo do rio.
Coisas assim me deixariam a memória cheia de maravilhas.
Enchendo o pensamento que as fantasias nos dão alegria e
saúde no viver neste mundo, cheio de tristezas criadas pelo
ser humano.
Amigos poetas, não queria ver passagens de traição,
mas quando a fantasia alivia a mente, esta se torna necessária,
para poder viver em harmonia com memórias cheias de tristezas.
Dentro do ventre poético se emprenha grandes paixões,
quase sempre de lealdade, de verdade e de grande amor a humanidade,
este ventre poético gera a alegria.
Mas quando o mundo e governado com guerras e traições,
as lágrimas da mente poética são de tristeza.
Mas esperando que a verdade e amor, vá residir em toda a
memória e nela faça seu ninho e seu rio de gotas.
Por:
Armando C. Sousa
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