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Foi o destino XX
Fim Dum Principio
Feliz
Madrugada
do 30/08/2008 fogo foi para o ar mas ninguém acordou, porque
já estavam em festa... a gente daquela aldeia piscatória,
berço de José, quantas vezes embalado pelas ondas,
mesmo ainda no seio de sua mãe... terra que viu José
pescar o primeiro peixe; terra mãe, da escola onde aprendeu
as primeiras letra.
Via
neste dia o primeiro estabelecimento turístico da terra,
o fogo foi para o ar ao terminar de pregar o último prego
que afixava ao prédio o letreiro que se lia em letras grandes
e multicores...
PRINCESINHA
DA NOSSA TERRA... era este o nome dado ao Café Restaurante
que a Família Carvalhal iria explorar depois da abertura
simbólica por membro do governo que chegariam durante o dia
onde todos estavam convidados para a sardinheta, oferta dos pescadores
da terra.
Estes
ofereciam a sardinha dentro de seus barcos cada um munido com B.Q.U
e sal do mar da salineira local... vinho era oferta do presidente
da autarquia, e bolo fresco fininha das mulheres vizinhas que quiseram
reviver um passado delicioso...
Ainda
era madrugada, mas os bombos rufavam; parando apenas só para
tomar café feito em chocolateiras de pernas, no fogo feito
no penedo que embelezava o grande parque para carros que circundava
o edifício que seria inaugurado em poucas horas...
José
estava Cansadíssimo, escapou-se dos amigos e trabalhadores
e foi descansar um pouco... pois as circunstancias, iriam exigir
muitas vezes sua presença...
Manha
cedo as embarcações vizinhas chegavam todas engalanadas...
a festa seria de arromba, sardinheta em toda a doca com caldeirada
por todo o lado...
Dia
de festa que iria beneficiar com a presença do governo provincial...
Dulia
sua mãe e sua filha desapareceram do lugar no novo Chevi.
Malibu que lhes ofereceu Carolina... estas foram de passeio ver
o palácio de gelo onde Dulia tinha entregado sua virgindade
a seu grande amor que em breve, iria dizer o sim na igreja perante
o padre Valentim.
Com
o derreter do gelo e as chuvadas de verão as estrada estava
esburacada e perigosa; era impossível seguir na aventura.
Voltaria,
e iria procurar refugiar-se na Casa do padre Valentim, que tinha
a certeza de a receber com a bondade que sempre dispensava aos seus
paroquianos queridos.
Dulia
ficou pasmada com os efeitos do adro da igreja...
Uma
Arcada de palmas que um amigo de José trouxe no barco da
ilha do Corvo juntamente com cestos de Hortênsias de diferentes
cores.
Dizia
o Padre Valentim que com elas fariam o tapete de flores por ande
José e que ao dar seu sim, seria um corpo disponível
ao amor e a vida que ficarias nas mãos do destino mas as
hortênsias como testemunho... o seu pais e José iriam
passar ao encontro da amada Dulia esperando no altar.
A
algazarra e admiração em volta do novo edifício
contagiava de alegria toda a aldeia piscatória, e vizinhança...
onde quer se formava uma dança ao som de violas minhotas,
relíquias de famílias como o Senhor Carvalhal que
os pais trouxeram quando vinham a pesca do bacalhau... tão
longe mas a presença Portuguesa em espírito estava
presente.
Mesmo
o Senhor Carvalhal alegrava a festa tocando uma barreirada na sua
concertina, a Senhora Alzira com sua pandeireta também animava
a festa.
Aproximava-se
a comitiva governamental... iria ser cortada a fita da PRINCEZINHA
DA NOSSA TERRA, declarada aberta simbolicamente.
José
demonstrava-se em dia de festa mas ainda mais em dia de tomar grande
responsabilidade...
Depois
da fita cortada... José levantou sua vos este foi um grade
acontecimento, mas o maior esta ainda por acontecer... neste momento
me encaminho para a igreja... e vos meus amigos, vos convido a assistir
ao dia de maior felicidade.
Me
tornarei chefe de família, com esposa e filha... Dulia uma
filha da terra... terei a honra de a desposar perante vos na igreja
da terra...
Isto,
foi o destino que nos juntou, e ele mesmo nos guiara a felicidade
e a prosperidade desta terra...
Já
na igreja a palmaria foi estrondosa ao ouvir Dulia Chorando Dizendo
I DO amoreee... aquela terra cresceu muito com o ouro negro e o
exemplo de José e Dulia.
Tino
das Baleias e Fátima foram grandes parceiros de negócio...
Carolina continuava a vir passar férias...
Poucos
anos depois era o Grande Hotel Princesinha…
E
a felicidade reinou ali por muitos anos.
Fim
de: (Foi o Destino)
Por:
Armando C. Sousa
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