Foi o destino XIX

O Fim das Ferias de Verão


De pois que Dulia entrou no helicóptero destino ao aeroporto de Gander, e de lá ao Médio Oriente, os trabalhos para o Café restaurante da Família Carvalhal tomaram um ritmo incrível, onde José demonstrou-se ser homem para seguir em frente, galgando toda adversidade, ajustando-se ao progresso da terra e as necessidades que se avizinhavam.

Grandes companhias procuravam aluimentos para dar início à perfuração em busca de petróleo em águas fundas ao largo de Terra Nova...

Os iniciais planos seguiram como inicialmente planeados, mas seria preciso ir muito mais longe... aquisição de terrenos e planos de aldeiamento.

Aquele pequeno lugar piscatório iria torrar-se numa vila bem pitoresca e turística...

Mas todos os dias, José tirava tempo para um telefonema.

Sua querida Dulia estava sempre presente na sua mente, nunca esquecendo que foi o destino que naqueles dias antes do natal os juntou ao lado da estrada, com o carro de Dulia esperando ajuda.

Ao José tantas vezes lhe passava pela cabeça a noite passado no palácio de gelo, louco de amor ao sentir que entrava pela primeira vez naquele templo virgem duma mocinha que já tinha uma filha; não, não havia milagre... havia sim a realidade da inocência, do desejo, mas mais ainda do pudor...

E como José adorava essa menina que passava todos os fins-de-semana em casa de seus pais, sua Irmã Fátima e sua mãe estragavam a criancinha com tanto mimo.

Lembrava-se dos momentos onde a loucura o atirava para o lugar que sua primeira namorada pereceu nas ondas contra os penedos do estuário.

As ferias de Dulia tiveram de se prolongar... esta tinha de guardar as crianças, enquanto os pais se deixavam extasiar, quase perdendo a razão.

Nas pequenas ilhas desertas no mar da Arábia nasciam maravilhas das mil e uma noite que eram preciso admira-las, e vive-las;.. ali bem visível estava a forca gigantesca do ouro negro, ver os haréns cheios de corpos sedosos, com mil e uma curvas apetecíveis.

Que iriam satisfazer os caprichos dos homens reis e senhores das maiores riquezas do mundo ao coberto das armas americanas.

Dulia teve de chamar a atenção dos patrões que estavam quase perdidos com a loucura do gozo e a incredibilidade dos haréns, onde se desfaziam quase todos os cabacinhos do reino, atirados depois para usarem burca pelo resto da vida, tratadas como farrapos humanos ou porcas de criação.

Ho! Como Dulia queria estar já ao lado de José, seu grande amor.

Carolina realizou o que era um jogo de uma loucura fatal para sua vida de casada e para seus filhos, alem disso sua gravidez encaminhava-se para as semanas finais.

Dulia disse-lhe, será que terei de tomar providências de partir sozinha para o Canadá?

Naquela noite Dulia recebem mil obrigados por os ter acordado do sonho, ao mesmo tempo recebeu mil desculpas, e a promessa de partir no primeiro avião directo a Gandra em Terra Nove e Lavrador.

Carolina ofereceu o mais rico vestido de noiva a Dulia... mas Dulia recusou, dizendo... já tenho uma filha... que não e de José... engravidei na brincadeira mesmo sendo o José dono da minha virgindade; recuso ir vestida de nova... para mim irei vestida com um lindo fato e rejeito pergaminhos e hipocrisias...

Nossa viagem de casamento será ao norte ao palácio de gelo Inuita mais ao norte do nosso Canada... Muito gostaria de ver uma aurora boreal do fim de verão.

Os japoneses pagam fortunas... dizem que dá sorte no casamento e que haverá uma vida feliz vivida entre famílias.

No grande fim-de-semana, fim de Agosto principio de Setembro a aldeia esta toda convidada para inauguração do café restaurante e nosso jantar de casamento no salão de festa do nosso Café restaurante, onde tu Carolina, lá terás teus aposentos; quando decidires passar ferias entre famílias humildes sem a riqueza sumptuosas dos haréns.

Mas onde a alegria será alegria e não loucura... e acredita serei feliz vivendo com a realidade, sem drogas, bebidas ou fumar...

Sempre que queiras Carolina vem ver as baleias; sentada num penedo ouvindo o rugido do mar, pensará que é o cantar das sereias.

Por: Armando C. Sousa