Foi o Destino XV
Páscoa na Sua Terra
Eram cerca
das sete da manhã, Helena tacteava ainda meia adormecida...
teria sonhado ou seria real aquele jovem possuir seu corpo de
todas as formas de uma só vez?...
Nunca
tinha experimentado sexo tão ardente e louco... seria sonho?...
Levantou-se
procurando todos os cantos, mas o homem tinha desaparecido.
José
na fugida tomou táxi para o aeroporto... logo na entrada
viu que haveria avião para Gandra cerca das 8,35...
Chegada
cerca de 1,30 da tarde...estava José a entrar no túnel
de embarque, e ainda viu Helena entrando esbaforida... este com
os olhos no saco de viagem fez-se despercebido... queria livrar-se
dessa mulher que seria perigosa na sua vida.
A
viagem decorreu maravilhosamente, com hospedeiras de bordo muito
comunicativas...mas José fechava os olhos como repousando.
Ainda
não eram duas da tarde de sexta-feira santa e já
José era apertado pelos braços macios, e beijos
doces de sua mãe...
Seu
pai o apertou e o admirou como desde á muito não
o tivesse visto, e o voltou a abraçar... Fátima
lá estava limpando as lágrimas de alegria por poder
abraçar o irmão, tantas vezes seu refúgio...
Logo
o pai disse... domingo teremos festa no terreno onde se ira construi
o nosso café restaurante; estará presente o engenheiro
que entregara os planos ao empreiteiro... o Sr. Abade e mordomos
da cruz, iram benzer o terreno.
Ali
haverá bolo e vinho para todos os presentes no benzer do
terreno.
José,
disse seu pai, segundo o telefonema de Dulia, seu patrão
e esposa Carolina e os filhos aterram no terreno que mandei limpar
para o Café Restaurante, de helicóptero no domingo,
viram para as cerimonia, e a primeira pazada da construção,
será feita por Carolina.
Dulia
prometeu ficar ate sua senhora Carolina ter outra pessoa de confiança
para a substituir... creio que sabes disso...
José
não sabia... um pouco de culpa coube ao cancelar do avião;
ou por conveniência própria, o não ter contactos
com Dulia como estavam combinados...
José
com o braço por cima do ombro de sua irmã Fátima,
seguiram para a carrinha que os esperava.
A
tarde foi de aleluia, de alegria, e muitos abraços de sua
mãe Dona Alzira...
José
procurou contactar Dulia pelo telefone, mas o tom era de ocupado...
uma hora depois estava ocupado.
José
desesperava, pediu o carro a seu pai e foi ver Dona Hilda a mãe
de Dulia... esta o informou que o que sabia era que ela vinha
aqui pela Páscoa, mas não me deu pormenores.
A
menina Felicidade filha de Dulia estava uma traquina que se veio
pendurar em seu pescoço e atirar beijinho como se fosse
um anjo.
As
lágrimas corriam dos olhos de José que as escondeu
de Dona Alzira, e foi dizendo, estamos na Páscoa, não
quero que você a passe aqui em solidão, Prepare-se
que as levarei para casa de meus pais.
A
ceia foi maravilhosa, e felicidade era o centro de todas as mãos
havidas de segurar aquele anjo desfeito em beijos atirados.
Mais
uma vez José Dormiu no sofá, mas cansado como estava,
a noite passou-se num ápice.
Estava
ainda a cortar a barba, quando alguém bateu... José
disse, mãe, eu vou atender, a esta hora e um pouco cedo...
Era
Dulia que estava a bater enquanto o taxista depunha a uma mala
na soleira da Porta.
Estes
abraçados se beijando, caíram no sofá cama,
aos gritos de dona Alzira dizendo chega guardai para depois, e
foi abraçar Dulia... mas a pequenina Felicidade já
entrava no colo de Fátima que durante a noite cuidou da
menina...
Beijos
misturados com lágrimas faziam Felicidade fazer caras com
o gosto salgado das lágrimas...
José
pediu uns segundos para estar sozinho com Dulia... que lhes disse
Carolina tratou da viagem sem eu saber, dizendo mereces uma noite
com teu namorado,.. amor, terei de voltar domingo a noite...
Mas
mais um pouco tempo, e estaremos juntos... mas separados ate ao
nosso casamento.
O
pequeno-almoço decorreu em grande amizade e harmonia.
No
fim José pediu a moto neve a seu pai para dar uma volta
com Dulia ate a aldeia de seu amigo Taky. Pedindo a Fátima
se emprestava o fato de neve a Dulia...
Viriam
para o almoço, cerca de uma hora da tarde...
Os
dois montaram na moto neve, desaparecendo na curva, descendo em
casa de Dulia.
Repartindo
meia hora mais tarde para a aldeia dos Inuitas.
Uma
hora mais tarde olhando em direcção a ilha por entre
montes de gelo, pareceu-lhes ver, um homem que custosamente se
arrastava para a moto neve...
Se
aproximaram, indo em socorro... adivinha... era seu amigo Taky
Foi
o destino que os pôs no seu caminho...