|
Foi o Destino XIII
Ajuda
O
marido de Carolina estava com pressa para chegar ao avião
que seguia para Edmontwon.
O
Sr. Jacob abraçou José e disse, se tudo se concretizar
será bom para a família para a aldeia e talvez para
o País.
Dulia
encontrava-se já junta a Carolina, e chorava de contente.
José
olhava para o documento e cheque e não poderia acreditar
que o destino tivesse coisas destas.
Agora,
eu vos posso dizer... o fado ou o destino é que nos rege
durante a vida...
Se
v/c lerem minha biografia melhor podereis ver a força do
destino... sem dinheiro para papel, aprendi as primeiras letras
escrevendo na areia...
Quase
sem escola, estou escrevendo para o mundo... (desculpe a introdução).
Carolina
também abraçou José, dizendo, que sejais felizes;
mas deixa que sejamos como irmãs...pegando nos filhos disse
Dulia te esperamos fora.
Estes
dois se abraçaram com mil beijos e promessas se despediram;
Dulia dizendo... amor, ainda pode ser que nos possamos ver pela
Páscoa; vou tentar...
José
ficou determinando a se despedir do seu trabalho.
Mas
era uma luta entre si e o dever; teria de dar duas semanas de nota
como bom trabalhador e cidadão.
Chegando
a seu quarto de apartamento de trabalhadores, sem mais nada ver
redigiu uma carta de despedida a companhia; uma cópia que
registou, outra para entregar no escritório, depois foi ao
frigorífico, olhou para a cerveja mas optou pelo cartão
de leite 2%; só depois foi ver seu correio, que afinal poucas
vezes o tinha...
Mas
naquele dia havia uma carta bastante volumosa.
Abriu
com curiosidade, viu uma criança a puxar pelo cabelo de seu
pai, sua mãe ao lado rindo.
Escrito
em baixo da fotografia...Filho, a Felicidade, este anjo que não
me deixa o cabelo e nosso tesouro, é a coisa mais sublime
que nos poderia acontecer, e tu perdendo os melhores momentos de
tua vida.
Verdade,
a menina já deu os primeiros passos e agora parece um pião
por todos os lados; D. Hilda aparece por aqui e por aqui fica uns
dias...esta tudo pronto a nossa obra principia em dias.
A
Páscoa chega e a primavera também, será o princípio
de transformar nossa aldeia.
Estou ansioso de ver casada, um tomar rumo de seu destino ou o destino
tomar conta da vida de cada um; Tua irmã Fátima está
saindo muitas vezes com o Tino das baleias.
Tua
mãe já foi como ela, namorava-mos as escondidas e
foi as escondidas que ela ficou grávida de ti...mas cada
dia que passa mais a adoro, tens uma mãe como não
há igual, todos os dias pega na tua fotografia...e sempre
reza por ti.
Filho
nada se compara... a família junta é um sossego; estou
esperando o dia de voltar-mos a estar juntos, de ver tua mãe
pegar no bombo como antigamente quando eu pegava na concertina...
as bagadas corriam agora no rosto de José, ao lembrar-se
das tempestades e de seu primeiro amor.
Precisava
de esquecer ou rebentava... pegou no telefone e chamou seu pai...foi
sua mãe que saiu ao telefone... José mais chorava
sufocado pediu para falar com o pai...
O Sr. Carvalhal como um boi pachorrento lá veio com felicidade
ao colo...
Esta
logo puxava pela corda, ate que d. Hilda veio em seu socorro para
este falar com o filho.
Estes
dois das boas vindas disse Pai, tenho aqui uma proposta para o Café
restaurante, preciso de lhe expor as condições para
nós muito vantajosas, mas sobretudo para a nossa aldeia e
vizinhos...
Este
leu a seu pai as condições, dizendo, antes da Páscoa
estarei com vocês; depois fazer um curso de chefe de cozinha
e gerente, espero que o pai peça a Fátima para também
tirar esse curso.
Ao
mesmo tempo veja se fala com o presidente da câmara para as
modificações, se e que o pai e a mãe aprova
esta proposição.
No
mesmo dia o Sr. Carvalhal foi ver o engenheiro, e os dois foram
falar com o presidente, que depois de analisar o projecto disse.
Eu
seria em favor do alargamento da estrada, entrada, para o parque,
da iluminação e jardim ser uma oferta da câmara
com a condição, a parte baixa do motel ser uma sala
de festas, para casamentos baptizados e ajuntamentos.
Nestas
condições esta oferta será proposta por mm
ao concilio mesmo na reunião desta semana.
Entretanto
Fátima continuava a ver Tino das baleias.
Por:
Armando C. Sousa
Próximo
Capitulo XIV (Páscoa)
|