|
Foi o
Destino XI
Amigas
Naquele dia
as duas mulheres se abriam como duas grandes amigas, o respeito
de amo e criado deixou de existir, apenas ficou entranhada no sangue
de Dulia a obrigação, o dever e o respeito pela amizade...
Do
lado da Terra Nova, os preparativos do café restaurante estavam
quase concretizados...
Apenas
esperavam melhoria do tempo para as máquinas iniciarem as
escavações de alicerces... a parcela de terreno onde
se ergueria o Restaurante era bem situada num pequeno outeiro, onde
a vista do mar era maravilhosa.
De
trás onde o sol se erguia era um grande pacho de verdura
entrelaçada entre (maples) e diversa qualidade de pinheiros
e ciprestes.
Um
pequenino riacho cantarolava formando uma pequena poça onde
em dias de calor se podiam ver veados e render a beber com a orelha
sempre a bater de alerta.
Pelo
meio do bosque algumas nogueiras onde os esquilos se regalavam e
faziam barulho de arrepiar ao partir as nozes...
Carolina
esperava o marido radiante... mal o carro entrou no portão
já ela corria para eles, de braços abertos, e o beijo
foi demorado e apaixonado...
Estes
seguiram enlaçados para o salão onde Dulia os esperava
com duas taças de um Velho Porto...
Este
olhou Dulia... foi pegar numa outra taça e na garrafa dos
três velhotes e serviu Dulia, dizendo faça-nos companhia...
e dia de celebrar... minha esposa me segredou que os testes acusavam
que se tudo corre-se bem, iremos ser pais duma menina, e desde já
queremos que se chame Dulia, pelo respeito que minha esposa tem
por uma grande.
Amiga que nos tem ajudado a criar e educar nossos primeiros filhos.
Para nós Dulia; você será sempre uma grande
amiga.
Os
olhos de Dulia marejaram de lágrimas, dessas lágrimas
que enchem o coração de alegria e doçura.
A
criança mais velha chamou... Duliaaaa... você me poderia
ajudar com os meus deveres por favor?... Claro Jashua....
Os
patrões ficaram conversando... e Carolina a pedir se poderiam
fazer alguma coisa para que algum dia se poderem encontrar....
O
marido respondeu... sim se o pai de José estiver interessado
o café restaurante pode ser apetrechado com meia dúzias
de aluamentos... claro, pagos por nós e termos o direito
de poder usar um com uma nota de duas semanas... passaríamos
ferias com amigos, e a ver as baleias deitados na cama... creio
que o lugar passaria a ter visitas dos mais famosos, dos quatro
cantos do mundo, ficaríamos próximos para ver e admirar
melhor as auroras boreais.
Carolina
abraçou o marido e cobriu com um terno beijo dizendo; na
nossa viagem a Edmonton poderemos procurar fazer uma paragem em
Cargary e propor ao José o namorado de Dulia o que me acabas
de propor... serão eles que sairão a ganhar... e nos
a ganhar uma grande família de amigos...
Sim
fala com Dulia... passaremos uma noite no hotel; claro que o quarto
de Dulia, não terá mais que cama a dois. eles assim
podem dormir chegadinhos... e deu uma enorme gargalhada, que todos
corriam a ver o que se passava, nunca tinham ouvido gargalhada tão
estridente...
Apenas
disseram; Dulia será possível podermos falar com teu
namorado na nossa viagem a Edmonton?... Ficaríamos uma noite
em Calgary...tu viajará também; mas não lhe
digas que vais viajar connosco... será a grande surpresa
pata teu namorado... se ele concordar a nos encontrar...teremos
um oferta para ele apresentar a seu pai e irmãs.
Dulia
telefonou ao José tarde da noite hora que este deveria estar
de volta a seu aluamento... mas não havia resposta...duas
horas mais tarde voltou a telefonar sem resultado; a impaciência
principiou a ser notada na sua insónia...
Por
fim pensou, será que modificou de turno?...
Com
seus botões... voltarei a telefonar de manha ou durante o
dia... se não obtiver resultado telefonarei a minha mãe
para me dizer o que se passa se souber...
Por:
Armando C. Sousa
Próximo
Capitulo XII (Surpresa)
|