Foi o Destino X

A Promessa

 

Depois que nossas personagens principais desta historia, José e Dulia seguiram seu destino, a curiosidade aumentou em mim... quis ir dar um passeio ver a montanha Azul Vila de Sky, e passar por Muscoca ver o palácio dos patrões de Dulia; saber como iam as coisas com ela... afinal não pude porque ao sair de casa ouvi que a neve tornou a estrada 400 num monte de carros esmigalhados. Num acidente em cadeia de mais de cem carros em duas ou três secções da estrada.

Então o fantasma de minha inconsciência e o bisbilhoteiro de meu pensar, tomou vida entrando no palácio...Alguma coisa acompanhava a tristeza de Dulia pensando no seu amado, e como deveria dizer a sua senhora que os iria deixar?...

Os senhores de Dulia, tinham chegado no dia anterior, da grande viagem a Austrália esta acabava de deixar as crianças na escola, seu patrão tinha feito a viagem para o escritório de vendas de diamantes em Toronto.

Dulia ao entrar tinha ouvido como se alguém tinha puxos de vómitos... e logo viu sair do quarto de banho sua patroa cambaleando...

Foi lhe deitar a mão, assentando no sofá mais próximo; esta depois de se refazer, sorriu e disse, Dulia, foi uma noite de sonho e de amor a nossa chegada a Austrália.

As crianças cansadas dormiam, eu e meu marido saímos para o terraço do jardim...noite de lua cheia quase como dia, do outro lado da cerca em espaço aberto haviam diferentes animais... mas o que mais nos chamou a atenção foram duas zebras.

Que se beijavam se cheiravam grunhiam,... de momento vimos que estavam entesados, a fêmea parecia se ajeitar, e num ápice, o macho de grande pinto, fez-lho entrar tudo num segundo, se ficando bombeando, eu e meu marido corados olhando um para o outro, não nos contivemos e fizemos amor debaixo daquele estrondoso eucalipto... mesmo sobre os olhares das zebras e das estrelas.

Meu marido e eu concordamos, seja o que for, será a melhor recordação que levamos da Australiana.

As duas mulheres se abraçaram... Dulia disse; senhora, eu tive momentos maravilhosos mas sempre usei pastilhas do outro dias...o dormir com o José no Palácio de gelo foi de sonho.

Assim contou como se passaram suas ferias e que teria muita penas, mas se tudo corresse bem se casaria no principio do verão.

Tenho muita pena de te ver partir e muito gostaria de mantermos contacto, ainda falarei com meu marido sobre o vosso café restaurante.

A propósito este fim-de-semana, vamos a uma reunião com produtores de diamantes em Edemonton... se nos quiseres fazer companhia...

Sim, vos pertenço por todo o tempo que estiver com vocês. Mas Senhora!? Poderei telefonar ao José, se ele poder vir, estarei umas horas com ele...Afinal nos amamos...

Sim Telefona...mas tu também poderás fazer a viagem Para Calgary... E apenas uma hora de avião.

Logo falarei com meu marido que contactará sua agência de viagens e tudo ficara resolvido...

Sabes uma coisa Dulia...Preciso de Alguém Para me ajudar neste Palácio, mas faz-me mais falta uma amiga como tu que se sabe abrir, escutar e compreender.

E querida Dulia não te esqueças que me fizeste ciumenta dessa tua noite no palácio de gelo, e ali entregares tua virgindade apesar de tua filha já ter quase um ano.

Senhora, estas coisas entre mulheres, acontecem: mesmo sendo raríssimas.

Nos amamos e se tudo correr bem com o café restaurante, iremos viver entre família, e o sangue de família e mais quente...podem estar amuados, mas não queiras sarilhos entre eles, que estarão todos unidos como um batalhão, em caso de perigo.

Carolina suspirou... dizendo, eu sou filha dama sobrevivente Judia...minha mãe fez de tudo para sobreviver, ate que a guerra terminou.

No tempo que os Nazis invadiram Franca, pai de meu marido foi um dos que foi escorrido por um tal embaixador Português em Bordéus que salvou milhares.

Assim a nossa verdadeira família e a nossa raça Judia.

Nosso povo vem rico, mas trabalha, e é serio. No entanto conservam tradições religiosas que me desencantam.

Ah, Dulia espero que nos convides Para o casamento, entretanto usa sempre a pastilha do outro dias nos teus encontros com o teu Adorado José...

Por: Armando C. Sousa