Alcino de Aldibela IX

Guerra dos Pirilampos (vaga-lume)

 

Depois que os guerreiros beberam duas medidas de bambu do vinho dos nossos dois amantes, que procuravam construir um pais com onde o fazer senso, o amor, o respeito, a igualdade e liberdade de mãos dadas com a lei de Salomão, os guerreiros caíram num sono que só o álcool lhe poderia dar...

Os grande bambus que compunham a zangada que lhes servia agora de soalho de sua barraquinha, estava cheia de apetrechos que iriam servir para construir uma nova aldeia de saber... haviam agulhas das maiores e das mais finas... dariam um exemplo para fazerem de bambu e como se poderia tricotar, para não terem de cobrir sua nudez com pintura.

A madrinha de Alcino fada do penedo da fraga e sua princesa cobrinha dos olhos azuis.

Depois do sonho de Alcino foram repousar num buraquinho de bugalho de alguns ramos que tinha aquele carvalho naquele cabeço podre, tantas vezes ninho das mais perigosas vespas.

Pacientemente os olhos que seguiam Alcino e o seu grande amor; essa Balia filha do senhor de Vermoim que renunciou a toda a riqueza por uma vida de igualdade de trabalho e de viver enfrentando o perigo do desconhecido, para iniciar uma vida sem maldades... onde o amor e trabalho fosse moeda de troca.

Estes deveriam estar dormindo, e o feiticeiro e seus companheiros que os seguiram, iriam entrar em acção para consumir o hediondo crime de os matar.

Agora correm guiados por uma ténue luz do luar que já principiava a se esconder.

Com a loucura do ódio esbarram no alarme; que deixava cair os bambus no mesmo cabeço de carvalho onde as fadas descansavam sua noite...

Estas incitaram fora do cabeço um batalham de pirilampos que foram de encontro assassinos centenas de luzidas para cada um deles que quase parecia dia a seu redor este ao verem-se perseguidos e ligeiramente picados correram em direcção as quedas das cataratas, mas sempre perseguidos entraram na água, em certos lugares profundíssima, mas o feiticeiro era o mais hipócrita e medroso nunca tinha aprendido a nadar... usava sempre suas mentiras para que os outros fizessem para ele.

Desta vez não podia, os companheiros vendo-se em profundidade iniciaram a nada, salvando-se do outro lado mas sempre perseguidos pelos pirilampos... (Vaga-lume) que conforme a madrugada aparecia iam desaparecendo, o feiticeiro não podendo vencer a torrente e profundeza morreu afogado.

Acabando assim a peste que vivia entre aquela gente, era malicioso, ambicioso, egoísta, odiento, e hipócrita.

Todos estes acabam por terminarem sem glorias...exactamente como aqueles que querem dizer que são poetas, mas nada mais fazem que copiar o que os verdadeiros poetas escrevem; ficando assim ainda mais enterrados, muito mais pobres, por não fazerem uso da mente que lhe foi concedida.

Glorias são de quem as merece, mas existem tantos que se defendem e acusam apenas para despistar os bem intencionados...

As fadas, voltaram ao leito dos amantes do amor e a madrinha de Alcino pondo as mãos sobre o ventre de valia disse;

Filha, o que acaba de entrar dentro de ti, crescera sadia e bondosa para vir a ser a rainha do país das maravilhas.

Tu continuaras a ser a deusa das cataratas, junta com o teu amor Alcino sereis os guias deste grande País...

Se nos não voltarmos, a vossa mente vos levarão, e realizarão vossos sonhos...

Sempre que poderes encaminhai vossos pensares para Aldibela da fraga, fazei visita a Fátima vossa irmãzinha, que ainda esta no porto de abrigo, preparando-se para as maiores tempestades... visitai o rio dos escalos e o rio pele, não deixeis que a água se torne quinada.

Lembrai-vos que na canada com mais de 50% de água doce mundial... só no Ontário, este ano, houveram mais de 500 casos que tiveram de ferver a água para consumo.

Ao acordares nunca mais usais o vinho, este dá maus caminhos aos bons.

Viste?... vossos soldados ainda dormem, e fostes livres pelos pirilampos de uma morte certa às mãos do feiticeiro?... este morreu afogado... o viver a custa dos outros, não lhe deu incentivo para aprender a nadar... pegai nele e levai-o ao rei para que sirva de exemplo. Agora acordai e não vos esqueceis de tudo que sonhastes...

Que a cada noite estejais virados um para o outro antes de adormecer... assim se cultiva o amor...

Acordai... e formareis a gente do país onde gostais de viver...



(Próximo Capítulo X)

OBS: Leia (AQUI) os 3 primeiros capítulos deste conto

Por: Armando C. Sousa