Alcino de Aldibela VI

Gente na Ilha

 

Ao acordar reparam que sua barraquinha ficava mesmo virada ao nascente, do lado direito o rio a uns 50 metros, a baixo ficava uma floresta de bambu, altíssimos, todos procurando abraçar o sol que lhes dava vida. O pouco cultivo que tinham feito viram-no a focinhado e estranhas pegadas...

Os nossos amores olharam um para o outro e compreenderam que seria preciso fazer uma vedação, primeiro a barraquinha, depois ao terreno que deveriam cultivar, assim os dois desceram a floresta de bambu e puseram-se a explorar em linha recta.

Cortavam um bambu no fim deste deitado cortavam outro, assim puderam explorar mais de um quilometro da floresta... nada de anormal alem da gritaria da passarada como galinhas com poupinha.

Voltaram e no principio da floresta fizera a colheita; bambus foram arrastados, cortados a mesma medida; no fim do penedo do lado oposto do rio principiaram a levantar sua vedação.

O sol descia sobre o horizonte, estes dois seres cheios de amor e respeito estavam cansados e famintos, mas uma parte de sua vedação estava erguida.

Em cima do brasido bem vivi feitos com uns grandes canhotos para durar

Foi colocada uma pedra lasca e depois de bem quente foram assados uns grandes camarões que pescaram na parte lamacenta do rio.

Também prepararam uns brotos de bambu que foram preparados como espargos e vos posso garantir que eram delicia.

Encontraram diversos ninhos dessas aves como galinhas e fizeram uma apanha de ovos frescos, pensando mesmos em criar e domesticar algumas, ou fazer nascer, chocar os ovos com o calor da terra aquecida pelo brasido coberto...

Os dois se deitaram no colchão da zangada, ouvindo o sons da noite, vendo a dança dos pirilampos, pensando na vedação de seu campo de cultivo essencial para principiar uma vida que não dependesse de ninguém.

Depois da vedação feita, fizeram panelas de barro e caniços de bambu para caçar esses pássaros como galinhas. Do bambu fizeram nasças para trapar os peixes que subiam o rio...ao fim duma semana de trabalho consecutivo e duro, os dois munido de faca e machado foram explorar os arredores...

Cerca de dois quilómetros na floresta de bambu, sempre explorada da mesma forma para não se perderem, deram com o rio fazendo uma curva contornando a oscilação do terreno...

Ali a agua mais serena um pequeno areal, que se podia dizer uma praia naquela terra estranha para nossos amigos...
Ali chegava um carreiro mais largo que o primeiro onde talvez os animais vinham beber...

Os dois se banharam naquelas aguas límpidas e mornas, e ao chegarem-se para uma pequena queda ficaram surpreendidos de ser uma nascente de agua quente que aquecia a agua ali quase parada.

Aquele lugar seria um paraíso onde poderiam passar tempo deliciando-se depois de seu manejo de seu jardim.

Depois de comerem alguns ovos duros c endurecidos encima da pedra encima do brasido, resolveram explorar seguindo o estreito carreiro...

Mas antes deitaram-se nas areias e adormeceram...

Bália teve um sonhos estranho...Foi tornada em deusa, e uma voz a dizer agora vamos ver como amas teu amor, verei se tens astucia de mulher usando a valentia e a verdade.

Se quiseres apelas viver com egoísmo será o fim de Alcino de Aldibela, e tu serás mais poderosa.

Balia Acordou estremunhada e abraçou-se a Alcino beijando-o muito, Alcino estranhou dizendo, amor querido, ainda ao deitarmos fizemos amor!...

Ela apenas respondeu , foi um sonho foi um sonho... ainda bem que foi so sonho.

Então caminhando pelo careiro com atenção, mais a frente num dos outeiros, ouviram agua cair como numa cascata... com cautela se aproximaram, ali viram o que nunca esperavam, uma meia dúzia de mocinhas dos 6 aos talvez 15 anos nadando e rindo...

Ficaram contentes por haver gente na ilha... mas de donde?
Alcino e Balia foram cercados por jovens de lanças em punho, prontos a espetar ao mais pequeno gesto
De olhos arregalados tocavam nos cabelos louros de Balia e nos seus vestidos sedosos Fabrico de Aldibela.

Alcino foi amarrado com fitas de Palmeira, e Balia amarrada e transportada numa espécie de Cadeira construída de bambu... caminhando assim para uma pequena clareira pouco desviada das quedas de agua mas muito perto do rio.


Próximo capítulo VII
(Os Efeitos do Sonho)

OBS: Leia (AQUI) os 3 primeiros capítulos deste conto

Por: Armando C. Sousa