|
Alcino de Aldibela V
Nova Pátria?
Alcino
e Balia Acordaram Abraçados, tremendo e olhando a seu redor
para se certificarem; ainda ferravam docemente na boca um do outro
para ver se estavam vivos, e logo notaram que estavam vivinhos e
com a mesma loucura que a natureza empresta a juventude humana.
Uns
instantes celebrando mais este dia de vida no meio do desconhecido;
procuraram certificarem-se onde se encontravam; longe ouviam a água
roncar, depois uma montanha íngreme que seria muito difícil
a ultrapassar... o terreno a sua frente ate a curva do rio, onde
se podia ver uma extensão longa de bambu de todas as formas
e feitios, a zangada se encontrava quase encostada a um outeiro
com um penedo cerca de dois metros em corte aprumo e liso.
Em
frente o terreno parecia ter sido consumido por um incêndio,
pois não havia arbustos grandes.
Maior
parte eram flores e legumes mas que estes não conheciam se
seriam bons para comer.
Teriam
um verdadeiro princípio de vida sem nada... seria preciso
lutar lado a lado, um verdadeiro desafio de homem e mulher; nenhum
poderia ter caprichos, seria uma grande luta... estes examinaram
a zangada, levantaram o tronco do travesseiro e lá se encontrava
o tesouro com que sua madrinha o dotou.
Duas
machadas, duas grandes facas de mato, dois pentes de cabelo, dois
vidros de espelho, e um bilhetinho dizendo, o resto será
resolvido com igualdade e amor.
Em cada tronco suspeito encontravam alguma coisa que lhes iria fazer
falta.
Encontraram
sementes de diferentes legumes e grãos; na caixa da tesoura
haviam dois frasquinhos que diziam, quando estiveres cheios desta
vida tomai...
Estes
abraçaram-se dizendo vamos à vida juntos, e juntos
venceremos...
Olharam
para o penedo, e disseram; este pode fazer de parede e pelar de
nossa casa, vamos à obra.
Com
os bambus e as fitas duma palmeira que se encontrava junto ao rio
fizeram um tecto, no rio encantaram grandes conchas que dera para
comer e para fazerem panelas para cozinhar enquanto não tivessem
outros meios de tecnologia.
Este
poderia fazer lume quando houvesse sol ou no terreno se encontravam
muitos seixos brancos que poderiam fazer lume como nos fazíamos
em criança.
Alem
disso as fadas tiveram a mágica ideia de encher os bambus
de lã, assim poderiam fabricar seus cobertores e vestimentas.
Esta
seria um princípio de construir sua casa, sua aldeia e quem
sabe, suma nova pátria.
Tudo isto sem ajuda da magia, ou sobrenatural, apenas duas mentes
que se amam, quatro braços e quatros pernas.
A
casinha de canas e folhas de bananeira ficou linda em princípio,
mas teriam de fazer melhor.
Os
dias seguintes foram de trabalho duro e muito amor para construir
a fortaleza de bambu a volta duma distância demarcada que
escolheram para jardim.
Para
estes que tinham aprendido a fazer de tudo em Aldibela, e ajudando
um ao outro, foi difícil, mas não impossível.
Com
o bambu conseguiram fazerem trapos para pesca e mesmo pequenos animais
que eram preparados e cosidos na terra como coelho a caçador,
estes embrulhados em folhas de bananeira... não havia sal
mas ervas conhecidas faziam o paladar.
Viver
e sobreviver e uma arte que exige muito amor e cooperação;
essa não faltava entre esses dois amorosos, que amavam principiar
uma geração de princípios sãos.
No
carreiro que viram ia direito ao rio, ali puseram trapos catapulta
com os bambus cordas feita com o sisal dos coqueiros conseguiram
caçar um anima, que nem era camelo nem lama mas parecia aos
dois.
Com
muito carinho conseguiram cativá-lo.
Que
em pouco tempo seguia os dois para onde fossem...
Estes
pensaram desbravar a terra com a ajuda deste animal, e com a ponta
de uma árvore e dois galhos inuzitaram um arado... e assim
lançaram as primeiras sementes na parte baixa da ilha do
amor...
As fadas do penedo da fraga não os tinham abando nado, os
vigiavam no seu amor, no seu trabalho e cooperarão e ficavam
maravilhadas, ao ver tanta ternura...
Então, uma noite os levaram a um baile de Aldibela.
Estes
suspiravam de saudade, mas abraçados diziam, temos de vencer
e criar o nosso reino... a madrinha ainda levou Balia a ver seus
pais, agora sem criados, mas com muita cooperação
dos que foram seus caseiros, conseguiam ter um jardim de legumes,
dos mais maravilhosos dos lugares.
Parecia
que o egoísmo já não fazia parte de seu viver...
Em
Aldibela depois do trabalho era uma alegria geral e Alcino abraçado
a seu amor dançava as modas que tantas vezes tocava na sua
flauta quando foi pastor.
De
manhã já restabelecidos dum dia de trabalha, uma noite
de sonho a dançar, acordaram deitado na cama de sua barraquinha...
Próximo capítulo VI (Gente
na Ilha)
OBS:
Leia (AQUI) os 3 primeiros capítulos
deste conto
Por:
Armando C. Sousa
|