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Alcino de Aldibela IV
As
Fadas do penedo da fraga, tinham preparado a zangada na ilha do
amor, nela depuseram Alcino e seu maior tesouro que era a filho
do Conde de Vermoim.
A
adorável Bália... o rio naquele ponto era largo e
sereno, os dois se abarcaram e seguirão o destino reservado
para estes... as margens estavam ladeadas com lindas árvores
cheias de flores, mas terreno agreste muito difícil de fabricar...
A
jangada fabricada com grande segurança construída
em três camadas de enormes troncos de bambus, na ultima bem
no meio uma grande saliência debaixo das peles de urso, branco,
muita lã vinda das ovelhas do monte São Miguel o Anjo,
onde ficava o penedo da fraga e nessa fraga as piinhas das lágrimas
que iniciou este conto de fadas.
Estas
ovelhas que Alcino mesmo ajudou a guardar.
Enfim
posso vos garantir que era cama cheia de conforto, onde Alcino e
Bália iniciaram antes em sonho, agora em realidade, aquela
loucura de amor que vem da necessidade homem da mulher e mulher
do homem.
Tantas
voltas, tantos gemidos, tantos ais, tantas juras, que se sentiam
cansados fisicamente, mas com mente cheia de delicias que nos da
a juventude e a imaginação de demonstrar amor infinito.
Só
agora repararam que ficavam muito longe as margens, como se estivessem
a entrar no disco infinito do mar... a zangada estava cheia de fruto
exóticos que as fadas tiveram a preocupação
de provir.
Estes
pegaram num fruto com forma de romã, abriram-no e deste extraíram
graeiro vermelhinhos da mesma forma da romã.
Bália
meteu um punhado na boca e abraçando Alcino deixou num beijo
cair metade na sua boca e os mastigaram, doces e refrescantes.
Com
um sorriso caíram adormecidos; assim ficou seguindo a zangada
ao sabor das correntes e do vento; estes estendidos de corpo morto,
os graeiros eram soníferos muito fortes, que os fez adormecer
por muitas horas.
Alcino
ao acordar gritou, sentia-se perdido, nada via; tateando com suas
mãos encontrou o corpo de Bália como morto; desesperou
nesse momento, Alcino procurou reanimar sua amada com beijos...
Não
conseguia... então abriu um coco de água e a deixou
cair; o suco de vagarinho, entre seus lábios; ao mesmo tempo,
principiou a ver como uma claridade que reflectia na água
mas ainda muito longe...
Veio
a realidade a sua mente... estava num lago subterrâneo; quanto
mais se aproximava da luz, maior era a verdade da realidade de sua
mente.
Então
sentiu que umas mãos o agarravam, aos gritos de pavor, Alcino
abraçou Bália... dando lhe calma com a segurança
de seus braços.
Agora
sentia que a jangada se aproximava mais veloz da luz que lhes deu
esperança.
Duma altura enorme então viram o sol que já deveria
estar alto.
Ali
as águas paravam, deixando que a jangada caminhasse serena
ao redor, mas mais se distanciando a cada volta dada sobre o sol.
Neste
meio poderão comer papaias pois o seu estômago lhes
dizia que precisava de energias para viver...outros frutos se seguiram
e reconfortados se abraçaram deixando o destino tomar conta
de seu ser.
Tinham
o conforto que da a um homem a uma mulher e este o conforto da mulher
que se deixa levar para o fim do mundo para a poder amar.
Enfim
tinham um ao outro, mas Alcino mais que nunca pensava na cobrinha
dos olhos azuis... em sua mãe no seu pai e sobretudo em Fátima
que era seu bem que deixou em Aldibela da Fraga.
A
corrente principiou a levar ainda mais depressa a jangada... parecia
ver-se claridade muito alem... este nada podiam fazer apenas tinham
um leme que conduzia muito de leve a jangada...
Alcino
teve um aperto ao ouvir um zurro enorme parecia de agua a cair...
então pensou em sua madrinha e na promessa que não
seria abando nado.
De
repente mais luz, a jangada sem controle, sentiu-se cair num abismo;
abraçou-se a Bália e desmaiou...era uma queda de água
com mais de um quilómetro de corte na terra... Alcino imaginou
o fim.
Neste
momento a cobrinha dos olhos azuis enviou dois dragões que
pegaram na jangada voando e a depuseram num lugar lindo de terreno
plano junto a um rio onde a agua cantarolava ao passar, desviando-se
das pedras que encontrava no seu caminho, indo para seu casamento
com o mar.
Alcino
acordou de seu desmaio abraçado a Balia que também
tinha desmaiado ao ver os dragões a levar no ar.
Próximo capítulo V (Nova
Pátria)
OBS:
Leia (AQUI) os 3 primeiros capítulos
deste conto
Por:
Armando C. Sousa
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