Alcino de Aldibela
XIV

Epidemia

 

Alcino e Bália ao sentirem a varinha de sua madrinha lhes tocar, saltaram com mexidos pressentimentos...?

Estariam estes dois seres no mau caminho?

Continuaram abraçados como querendo partilhar do bem ou do mal que estaria reservado...

Sua madrinha fada do penedo da fraga, que ainda existia no meu tempo de criança no alto do monte São Miguel o Anjo, fazendo limites de freguesias de Ruivães, Delaes, Castelões e São Mateus.

Esta Fada madrinha do Alcino e Bália, com muita tristeza disse; tereis de voltar a Aldibela, mas do saquinho deixai o que mais desejais, e será comprido...

Então Alcino Tirou do saquinho, Poder e Justiça; em seguida retirou amor, compaixão, igualdade, liberdade de democracia... e espalhou sobre a cabeça do Rei.

Sobre os mais escolhidos, espalhou evolução, e reciclagem de invenção, e um sem fim de criatividade favorecedor da raça humana...poder sobre todos os animais; sem poupança de sacrifícios que favoreça a humanidade. Mas também derramou sobre todos compaixão.

Sobre a gente de toda aldeia, semeou amor a água, amor a todas as flores ao verde do universo ao sol e a pureza do ar, respeito pela terra e pelo mar.

Espalhou ou pouco de encanto pelo luar...

Deixou paixão pelo invento, e o toque de carícias.

Aos braços deu-lhe a força de se tornarem em pão... dizendo; Madrinha faz tu o resto... a fada Madrinha levantou sua varinha e disse reconciliação de opiniões, paz e amor...

A varinha moveu mais uma vez, Alcino e Balia acordaram no sopé do monte, onde pela primeira vez encontrou a cobrinha de olhos azuis.

Tudo tinha desaparecido... não existia penedo da fraga, nem o cimo do monte... fechou seus olhos e já estava no hospital de Aldibela da Fraga...

O que viu o terrificou... julgou-se louco num sonho... mas era a realidade... todo o hospital era morte... seu pai e mãe ali estavam nos últimos suspiros...

Alcino e Balia lhe molharam os lábios com água contaminada do rio pele e do rio dos escalos... sua madrinha apareceu com Fátima sua Irmã... disse: Alcino, tudo acabou para a magia da cobrinha dos olhos azuis e das fadas do penedo da fraga.

Foi tudo tornado em pó para extrair o ouro e o urânio que era o tesouro da lenda que vens contando nesses teus contos de ninar e adormecer; o arsénio usado no extracto do ouro, e os animais que morreram com uma epidemia de cede, onde encontrassem agua bebiam e na agua morriam a envenenando-a...microrganismos nocivos que vinham na agua desde a serra da cabreira eram microrganismos destruidores de toda a vida orgânica, entraram na água dos rios envenenando-a e assim todo o ser humano das margens morre ate ao mar.

O mar vai principiar os ciclos do bater das ondas, será de cura?... Talvez seja de mais contaminação... com o derreter do gelo que se considerava eterno, as guerras para possuir as águas serão de violência e traições mortíferas.

O irmão se batera contra o irmão, o pai não reconhecera o filho.

A mãe na generalidade será sempre mãe e morrera por o amor não a deixar reconhecer a razão entre pai e filho.

Hoje o verde trigo que as papoilas tingem de uma cor linda; amanhã serram pedaços de deserto... com troncos ressequidos e carcaças de animais espalhadas ao longo do que foi pequenos charcos de água... terminou a batalha porque a água desapareceu... isto será certo Alcino... entretanto podes ir ver o que resta do paraíso que deus criou e o homem acaba por destruir...

Dentro do saco dos desejos, terás tudo para matares tristezas, para tornares em amor, ciúmes.

Tudo podes tirar dento do saco em benefício da humanidade... e se um dia o teu saco faltar poderás meter dentro o teu próprio desejo... tu Irmã, vai comigo, este anjo será a fada na terra depois de eu me juntar a cobrinha dos olhos azuis...

Tu Alcino e Balia, dentro do ventre de balia cresce o amor... podereis ser peregrinos do desejo...

Aqui terminas vosso conto, vossa passagem por Aldibela... tudo morrera apenas vivereis na imaginação do Armando, se ele viver e tenha saudades de vos rever...

Tornais vossas costas e segui mundo fora... Aldibela da fraga se tornara em pó, com toda a humanidade que viu crescer e viver...

Do meio das nuvens de luz brilhante apareceu um corcel puxado por cavalos de luz.

Fátima sua irmã, montou pela forca da varinha, e cavalgaram através duma cortina de fogo tornando-se num espelho de como é hoje o mundo... desaparecendo...

A mente do Armando ficou com a chave de fazer reaparecer Alcino e Balia

E talvez do ventre de Balia a princesinha do bem e do amor...


O Autor dá como FIM!

(Mas quem sabe um dia, continue?
)

OBS: Leia (AQUI) os 3 primeiros capítulos deste conto

Por: Armando C. Sousa