|
Alcino de Aldibela
XIII
Ninguém
Sabe Tudo
Ninguém
sabe tudo, mas todos sabem muito.
Alcino
e Dulia pediram ao Rei para chamar todos os súbditos e lhes
agradecer a grande contribuição que tem dado a esta
nossa grande aldeia.
Dizendo,
Rei, nunca te esqueças que tua esposa te dá mais sorrisos
quando tu lhe das flores, ou palmadinhas meiguinhas.
Assim
tua gente gosta de ouvir elogios... ninguém gosta de ser
obrigado a fazer ao som do chicote, é preciso a vontade de
todos, para seguirmos em frente.
Mas
nem só trabalhar... faz falta divertimento. Faz falta ou
pouco de liberdade vigiada.
Sei que serás um grande Rei, a balança de tua justiça
nunca inclinara, assim haverá harmonia.
Rei
preciso de estar na aldeia, quero fazer lixes para um Tear e gostaria
que enquanto não tivermos cordas que chegue alguns homens
poderiam ir pegar mais casulos da ceda no vale dos Zulus, mas que
os deixem pastar pacificamente ate ao dia que as cordas estejam
prontas...
Espero
que lhes seja fornecido o carro e mantimentos.
As
raparigas que aprendem muitíssimo bem a dobar os casulos
de ceda, espero que lhe peças para usar as pinturas com que
pintavam sem corpos para pintar as meadas de ceda,... depois espero
que possas nomear alguns cabeças de bando.
Estes
responderam pelos motivos da ocorrência.
Como
não ha dinheiro pelo trabalho feito... todos vivemos em estado
comunitário, trocando trabalho por trabalho... mas tu serás
senhor de todas as pérolas, e poderás agraciar os
justos e mercadores com efeitos dessas pérolas...
Foram
oferecidas as primeiras pérolas, então todos procuravam
ser cooperativos e fazerem sem melhor.
Do
pequeno tear saiam fitas maravilhosas... assim todos procuravam
fazer maior e melhor, as cedas tornavam as mocas mais apetitosas,
e os homens mais cooperativos para as conquistar.
Os
desobedientes eram enviados fora dos domínios, encontrados
no perímetro do país poderiam ser mortos... mas não
poderia haver linche sem os trazer ao pé do Rei para justiça.
Um
dia um bando dos homens que seguiram o feiticeiro, voltaram, e nas
caladas da noite roubaram o filho do rei; aquele que Alcino e Dalia
ajudaram a vir a luz...
Deixando
em sinais que poderiam negociar.
Todos
os homens foram armados com lanças de bambus.
Flechas
de sopro e de arco, fazendo uma batida para encontra a criança
e os malfeitoras.
Alcino Dalia e seu grupo seguiu direções margens do
grande rio das cataratas.
A
meio da floresta de bambu encontraram dois bambus lado a lado que
iam ate a outra margem, tosca mas era como uma ponte flutuante que
juntava as duas margens...
O
grupo de Alcino se escondeu esperando que os outros grupos os encurralavam
fazendo-os refugiar-se na outra margem.
Assim
acontecem, os primeiros se refizeram dentro das águas, logo
fisgados com setas de repuxo, que os paralisavam...
O
homem que trazia a criança com mil cuidados vinha atrasado...
os outros já tinham sido recolhidos das águas e continuavam
em desacordos por mais duas horas.
Sempre
com a criança nos barcos o pobre chegou... principiou a chorar,
sentando-se e dando umas amoras silvestres a criança que
chorava com fome.
Este
não se atreveu a entrar na água e deixar este inocente...
Alcino
e seu grupo o prendeu, Dalia tratou de sua afilhada princesinha
do país das grandes cataratas, seguindo as pegadas pouco
a pouco chegavam todos os grupos... vendo a princesinha nos braços
de balia sã e salvava.
Junto
a Balia os homens que dela cuidava se recusou salvar-se para cuidar
da menina...
Logo
no sitio conheceram o culpado e logo viram os que estavam arrependidos
e os arrogantes... o que chefiava o grupo e planeou o rapto da princesinha.
Rei ali mesmo deitou-lhe a mãos ao peito e só deixou
quando os dedos esmigalhavam parte do coração...
Dois se jactarão pedindo perdão... foram perdoados
com condições... os outros foram expulsos para não
mais ser vistos no país, com pena de morte ao serem encontrados.
Foi decretado um dia de festão homem resignado a estar com
a princesinha, foi castigado a um beijo a cada dia de sua vida na
menina.
As
raparigas ficavam lindas nas suas fitas de seda multicores.
Os
rapazes queriam lutar pelas mais bonitas.
Mas
o rei decretou que seriam elas que escolhiam seu homem com seu olhar.
A noite foi de dança e de amor...
Alcino
e Balia ainda estavam abarcados quando a varinha da sua madrinha
lhes tocou.
(Próximo Capítulo XIV)
OBS: Leia
(AQUI) os 3 primeiros capítulos
deste conto
Por:
Armando C. Sousa
|