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Alcino VI...
Alcino
lia o jornal e olhava para as estátuas... alguma coisa dentro
de si não funcionava bem; sentindo-se como uma onda de remorso
atravessava como um relâmpago toda a sua vida e o bem te recebeu
e distribuiu, mas ali entre seu olhos estava um ato perverso...
Pegou no jornal e estendendo-o A Balia disse lê aqui... vou
ver se fecho os olhos e ver se descubro o que esta de mal comigo...
Alucino fechou os olhos entrando com seu pensar muito alem e fundo
na sua vida.
Balia
Principiava a ler o anúncio com letras grandes e berrantes.
(Importantíssimo) neste momento alguma
coisa lhe bateu de mansinho na cabeça, Balia olhou mas nada
viu...Sou eu, uma voz suave soou, mas não me podes ver;...
Sou a fada madrinha de Alcino.
Balia,
querida afilhada; um dia dei o saco a Alcino só para ele
retirar o bem e o oferecer, através do mundo... este é
o poder deixado cair sobre a cabeça de Alcino, que terminara
quando assim não acontecer;... Alcino está se concentrando,
pensando no que teria acontecido de mal para que ele não
esteja de bem com sua consciência.
Espero
que no futuro tu o possas ajudares em assuntos parecidos...
Defender-se,
e defender-te a ti de seres agressores, ou pior; está certo;
mas não está certo condenar os agressores em estátuas
permanentes...
Alcino
acordou como de um sonho profundo, abraçou Balia a chorar...
dizendo também sou um assassino; vez amor... essas estatua
também são gente humana...
Alcino,
Verdade não te dei esse saco para fazer essas coisas... vai
revirar o teu pensar fazer reviver e pedir perdão... espero
que seja a ultima vez que um saco mágico cometa um crime...
Mas madrinha deixa-me te abraçar e muito obrigado pelo teu
perdão.
Estás
perdoado; mas de mim apenas restará o teu saco; espero que
continues fazendo dele o que sempre fizeste desde o primeiro encontro
com a cobrinha de olhos azuis.
A
confiança que mantive em ti, terminará com a próxima
asneira.
Mais
ainda, sobre o pensamento que te veio depois de leres esse anúncio,
deves deixar Anisa com sua mãe, sua mãe precisa de
Anisa por uns tempos...
Tu,
Alcino encontraras por esses bairros mais pobres muito onde fazeres
alguém feliz...
Então vamos ver o que se passa Anisa e o que esta fazendo
sua mãe...
Manhã
cedo as duas foram a bomba de bambu, milagre do saquinho magico
e tomaram banho refrescante, pois ainda suavam em seus ouvidos as
palavras do homem triste que lhes ofereceu trabalho, coisa raríssima
neste mundo de egoísmo e escravatura...
Chegaram
bem frescas e de vestido lavado também fresco;... o Xavier
estava a vestir-se para comer um pouco de papa de ontem e seguir
para a escola... este ainda se defendia pois tinha uma refeição
na escola...com 11 anos atleticamente estava bem formado.
Carmina
e sua filha Anisa meteram alguns punhados da papa para matar o jejum
e assim Carmina disse; Anisa hoje vais comigo ver esta direcção,
um senhor que me ofereceu trabalho; vamos ver o que de verdade existe,
mas preciso que me acompanhes, tu sabes teu pai desapareceu ainda
tu não tinhas dois anos... então Xavier vai para a
escola só te tenho a ti para me defenderes... e riu-se.
Anisa
saltou de contente por acompanhar sua mãe a cidade... ver
a feira já tinha ido mas ver a cidade era a primeira vez...
Se
andassem depressa chegariam em duas horas... mas depois teriam de
encontrar a rua e a casa.
Ao
passarem pela parca Carmina comprou $05 centavos de tremoços
curtido e azeitona e meio bolo... iria servir de Almoço para
as duas.
De
pergunta em pergunta lá foram encontrar a residência
do senhor que lhe ofereceu trabalho... o Portão estava entreaberto...
mas tinha campainha... Anisa se deliciou a puxar a argola e ouvir
esta tocar... ninguém apareceu, e as duas foram entrando.
O
que deveria ser um belo jardim, estava coberto de ervas daninhas
que sufocavam o que restava de flores.
Carmina
agarrou duas pontas do vestido lhe deu um no entre as pernas e principiou
a arrancar as ervas enquanto Anisa se regalava com ameixas a cair
de maduras
Depois
de Carmina ter um lado do jardim aliviado, foi-se juntar a Anisa
a regalar-se de ameixas que caíam com a mais pequena aragem...
O
Senhor Combu, assim se chamava o homem triste apareceu na alameda
e ficou pasmado olhando para o lado onde já parecia um pouco
jardim que sua amada tanto amava... atrás da ameixeira as
duas o viram entrar, depois de ele olhar ao redor esperando ver
alguém, mas sem as descortinar...
Então
Carmina veio retirar as ervas daninhas do outro lado e Anisa foi
bater na porta, este veio abrir e deu com os olhos na criança;
Minha mãe, está a limpar o jardim...
O
Senhor Combu, deu com os olhos em Carmina e seu lábios fizeram
uma coisa que desde há muito não faziam... abriram-se
num sorriso.
Por:
Armando C. Sousa
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