Alcino XI...

 

Estavam todos hilariantes com os acontecimentos... Anisa olhava sua casaquinha de kaki azul desbotado e sandálias da moda; Carmina achava-se bonita de corpo bem feito lenço na cinta de pontas amarradas do lado, cabelo curtinho peliçado próprio de limpeza- Xavier talvez depois de ter sua primeira bola se tornou com vos mais afrangalhado, também não seus 12 anos não admirava...

A mãe veio segredar ao Alcino, com este vai ser difícil espilra-lhe o motivo de outro homem, este conheceu bem seu pai... Falarei com ele só para saber o seu ponto de vista...

As duas mulheres e a Anisa seguiram a frente enquanto Alcino braço sobre o ombro de Xavier... conversava... te lembras de teu pai... este veio as lagrimas aos olhos dizendo, minha mãe muito sofreu enquanto juntos... depois era a fome... meu pai bebia tudo que ganhava... minha ame dizia ano ao que ele pedia então... e Xavier chorava...

Meu pai desapareceu... não tenho saudades mesmo que seja sempre meu pai...

Alcino disse... Xavier tu jogas muito bem, se quiseres eu consigo a que vás para um colégio onde se pratica o futebol... no colégio tens tudo desde que obedeças e sejas educado... tua mãe também tem o direito de ser feliz, ate aqui tem sofrido muito para vos criar... gostarias de ver tua mãe feliz?... Muito Obrigado... Alcino tu deste um grande pedaço da minha felicidade... assim me tenho destacado entre meus colegas; mas para que lado que jogos sempre me querem aleijar.

Creio que aprenderia mais no colégio, e muito quero aprender para ver minha mãe contente... quero-a fazer feliz, ou vela feliz.

Alcino disse falarei com tu mãe e tudo se vai arranjar...se alguma coisa vai mal contigo, chama pelo Alcino; esteja onde estiver eu te ouvirei.

Alcino deu o braço A Balia dizendo para Carmina, olha se ainda sabes usar as tuas manhas de mulher o resto está arranjado; mas falarei contigo depois.

Os três entraram na palhota e comeram o ovo assado e o peixe repartido para os três.

Estes estavam embrulhados em folhas de bananeira debaixo do brasido de coser o cereal da ceia... estavam uma delicia.

Xavier saiu a correr orgulhoso de seu novo equipamento... com as letras Colégio Desportivo de Loureço Marques... o que deixou muito impressionado o escuta que o vinha ver executar seus truques de loba...

A telepatia de Alcino trabalhava também como o saquinho oferecido por sua madrinha das fadas do penedo da fraga.

Carmina estava mesmo bonita hoje, aquela boniteza que bem da confiança do saber o quanto vale, conhecia bem o valor de um olhar... mas agora via esse olhar num desejo, o mesmo que ela sentia, mas encoberto por sua pobreza...

Mãe e filha caminhavam a passos largos para a cidade para mais um dia de trabalho, em casa do Senhor Lambu.

Chegaram, a Anisa logo se agarrou a argola da campainha e puxou ate o portão abrir.

Do cimo das escadas lá estava o Senhor Ornelas que fazia sinais para entrarem.

A Anisa foi a primeira a correr e perguntar... agarrando-se as calças: posso brincar com a caixa, posso?... este rui pegou nela no colo e lhes deu um beijo dizendo, tu estas muito bonita hoje!...

Esta disse foi o Saquinho, o de o senhor abrir o seu e me deixar brincar?... Claro... mas eu hoje te vou dar uma viola que era de minha esposa... ela pouco a asou... e logo as lágrimas corriam... Carmina logo se aproximou lhe oferecendo seu ombro... enquanto as mãos o acalmavam passando suavemente nas suas costas, este virou-se caindo nos braços de Carmina soluçando; fazendo esforços para se acalmar... e sentou-se um momento para ouvir a guitarra que deu a Anisa... esta era mesmo mestra na musica africana...

Carmina escutava e lembrava-se do pedido de Anisa... deitou a mão sobre a cara de Ornelas e o beijou dizendo este e um beijo de agradecimento pela felicidade dada por ti a minha filha...
Este olho-a e disse Carmina; tu és o céu que entraste em minha casa; em meu coração... me sinto tão feliz junto a ti... Carmina disse sim sim, mas eu vim para trabalhar...

Ornelas... vivo triste sozinho depois da morte de minha esposa... sem filhos... sem família, pegando lhe nas mão de Carmina... implorou... Carmina casa comigo... e seremos felizes...

Esta disse-lhe com ar terminante; não... sou casada e não posso casar... se eu fosse viúva... talvez... mas nada me impede de ser tua amante... mas nunca com minha filha por perto... alem disso primeiro tens de saber o que é pobreza, para eu poder oscular teu coração... vem a minha aldeia...

Carmina implorou, eu te mostrarei o que poderás fazer para minorar o sofrimento daquela gente... eu quero ajudar... Por hoje vamos ao trabalho, quero ver como está esta casa... este homem me está a apegar a peçonha; e levantou-se.

Por: Armando C. Sousa