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Um Renovar, Ainda Viver, Um Esquecer
Meus amigos queridos desta maquina maravilhosa do tempo presente
que e este espelhinho onde te posso ouvir, te posso ver, chorar
contigo, por este espelho sinto-te entrar em meu coração,
como que ouça a tua voz doce, sentida nas vibrações
da luz colorida, que as ondas, conectores de corpos e pensares espaciais
nos dão o prazer e alegria.
Sempre se aprende com coisas más que acontecem, ainda não
são as piores enquanto vivemos.
Mesmo a natureza que por vezes e diabólica, no seu castigar,
nem sempre é o que pensamos.
Quantas vezes vemos um fogo que deixa tudo em cinzas, mas afinal
e benéfica para a humanidade o que a natureza nos reserva,
nunca devemos pensar que tudo esta perdido, quando a final e apenas
o principiar de um novo ciclo, duma nova era, que os séculos
amontoam números e imagens.
Eu vi no torrão que me deu vida, onde as notícias
nos últimos anos foram aterradoras; em certos casos catastróficas
onde perderam vidas valentes soldados da paz, fez-me doer tanto...
eu mesmo escrevi um poema (Portugal em cinzas) que afinal esses
incêndios deram vida a muitas coisas novas; no alto das montanhas
o verde surgiu, de mil verdes, as flores eram de muitas cores, o
vento norte sul, este e oeste; fazia mover muitos aerolitos, fabricando
uma energia renovável e limpa, por certo os incêndios
pôs muito animais aterrorizados, e sufocados, mas também
destruiu muitos ninhos de víboras.
O terror dos incêndios, mataram muitas vidas velhas, com nós
destinados a ter um fim, mas nas cinzas caíram mil e uma
diferentes sementes onde surgiram tantas lindas e novas vidas.
Este foi um renovar de um Portugal secular, as gentes ultrapassaram
estas calamidades, para ter ainda um novo viver, novas mentalidades,
e com elas nasce novas esperanças para a juventude.
Verdade, um esquecer; não ouvi badalar os sinos, nem repenicar,
o que demonstra uma mais valia de compreensão, nem todas
as mãos erguidas a orar foram capazes de fazer sufocar os
incêndios, mas a própria natureza foi, mudando os ventos
de direcção, e liberando os pensamentos, o que provou
que ela, mãe de todas as vidas é rainha.
Mas nem tudo foi salutar, o sangue de família deixou de fervilhar,
em muitas dessas veias, vivem micróbios daninhos, de hipocrisia
e ambição, fui sim dar o último adeus a Portugal,
mas os meus, aqueles que o poderiam fazer, deram-nos como ser humanos
já mortos.
Foi mais uma lição, e confirmar o ditado... longe
da vista longe do coração...
Sim meus amigos da net com voz, é diferente, senti uma grande
saudade, o sono não chegava, mas haveria estas verdades a
confirmar, para minha tranquilidade de espírito.
Vi que Lisboa vive ainda das marchas populares, uma loucura como
o samba carnavalesco no Brasil.
Vi que no Algarve foi criado um enorme Mamute branco e amarelo,
sem miolos, mas já rodeado de enormes tubarões, culpa
dos sabem tudo, quando afinal, não sabem nada como tratar
as gentes migrantes e turistas... terão ainda muitas mãos
a dar mãos, e todos juntos poderão vencer quando terminar
o egoísmo entrar na mente que é preciso dar o valor
por aquilo que são pagos...
Por: Armando
C. Sousa
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