|
Foi o
Destino IX
Os
Planos
Ali
no palácio de gelo, usando as peles mais finas e mais quentes
que os esquimós sabem preparar; os nossos amigos José
e Dulia foram ao céu do prazer.
Dulia
um pouco dorida, mas ardendo na loucura do amor carnal, abraçava
beijava enroscava-se no corpo de José aquém a satisfação
de macho nunca estava saciada, mas já manha vinha chegando
os dois caíram cada um para seu lado e o sonho principiou...
José
acordou com o riso estridente de Dulia, este olhou-a mas esta dormia
como um anjinho: então José abanou-a acordando-a do
sonho.
Esta
muito desalentada disse... era maravilhosa a água onde nos
banhávamos.
Dulia
sonhava que os esquimós cortaram o gelo, e a água
fumegava quentinha; assim José brincava outra vez, trinando
os pelos dos lábios de sua sapinha; foram as coceguinhas
que a fizera dar a gargalhada no seu sonho.
Estes
se enlaçaram mais uma vez no prazer da loucura quando o telefone
tocou.
Era seu amigo a os enformar que a estrada estava livre da avalanche.
Cortados
do prazer, estes não recomeçaram; e iniciaram os preparativos
de regresso.
Seus pais tinham sido informados das condições climáticas
e da avalanche, logo imaginando o que aconteceria.
A
despedia dos esquimós foi breve mas muito amigável
com o tradicional roçar do nariz, estes a dizer tudo te empresto,
mas não minha faca e machada.
Isto
porque os esquimós usam dizer a dizer, se emprestamos a faca,
esta chega estragada, mas se emprestamos a mulher esta chega contente...
risota.
O
amigo de José lá estava a saída do hotel de
gelo, para o grande abraço de despedida.
As vistas maravilhosas do gelo das gaivotas, das focas e dos ursos
engoliu o tempo de viagem num ápice.
Ao
chegar ao meio-dia o caro estacionava no terreiro da família
Carvalhal, que os esperavam todos de sorriso maroto, mas de braços
abertos, dando-lhe as boas vindas.
Cobrindo-os
de perguntas, enquanto a mãe lhe assinava com o dedo, como
dizendo agora tem juízo...esta virando-se para Dulia logo
me queres acompanhar ao medico?
Claro
que lhe ia aconselhar pastilha do outro dia.
A
mesa foi posta para o almoço, e depois de todos saciados
o pai de José perguntou,
Meus filhos ano existe grande trabalho nas redondezas, quais são
vosso planos?
José
disse, não quero ficar toda a vida longe da família,
mas ainda não tenho solução.
Então
o Sr. Carvalhal disse... meus filhos, tenho um peque pé-de-meia,
daria para um café restaurante, e no verão não
faltariam fregueses, e o turismo poderia aumentar mesmo de inverno...
que dizeis?
Haveria
trabalho para toda a família, e daria para viver.
Todos
estiveram de acordo que a idéia era magnífica, naquele
terreno a um quilómetro do cais, que daria para o princípio
e para u futuro.
Fátima
ficou radiante... seria que estava a pensar no Tino das baleias?
Dulia
disse; eu terei de ir outra vez para Moscoca... tenho uma palavra
só, e falarei para a patroa, ver se ela arranja outra criada.
Naquela
tarde estava um engenheiro tomando conta dos planos, para ser iniciado
os trabalhos de replanejem, enquanto esperavam pelas licenças
serem aprovadas.
José
disse terei de trabalhar ate a Páscoa, depois estarei com
o pai, e aprendei com a mãe a cozinheiro, o nosso nome vai
ser mundial, os pratos de nome serão navalhas à Carvalhal
e peixe assado na pedra... Pai a sua idéia e excelente, assim
família dera unida para sempre.
Mas
pai... Dulia e eu, teremos o nosso casamento com jantar no nosso
restaurante... foi risota geral... José disse: não
riam, isto não vai ser só sonho.
O
seguro não queria pagar pelos estragos da tempestade na casa
de Dulia e sua mãe.
Um
advogado tomou conta do caso e mandou reparar a casa por sua conta,
dizendo, eles não querem pagar a você, irão
pagar a mm em dobrado.
Ao
outro dia José e Dulia tomara o avião para Toronto.
José
e Dulia, esta munida com a pastilha do outro dia foram festejar
seu enlace num hotel de 5 estrelas, almoço na cama e jacuzzy.
José
tomou o avião para Calgary, Dulia tomou táxi para
a Moscoca.
Por:
Armando C. Sousa
|