Foi o Destino

Capítulo VI

O Sonho e Uma Casinha


Depois de abraçar sua mãe José abraçou seu pai que chorava talvez ainda lembrado da maré trágica do mar, destruindo a vida saudável que os vizinhos adoravam, ainda uma vida que germinava, sangue de seu sangue, este foi por momentos esconder-se da família, enquanto abraços e beijos se distribuíam, uns pelos outros, pai de José surgiu com uma linda menina nos braços que sorria, como compreendendo a felicidade que todos sentiam;

Este levantou-a nos braços, dizendo não vos esqueceis deste anjinho que será o sol que abrirá desde hoje em nossas vidas.

Mas logo um choro convulsivo principiou; Dulia estendendo os braços e um biquinho para a beijar, disse, eeeee a mãe é má... nem um nome pela igreja ainda te deu pombinha.

Todos ficaram a olhar enquanto Dulia seguia com a menina para o quarto de José, para mudar de faldas.

Logo Senhora Alzira mãe de José perguntou a mãe de Dulia...? Então a menina não foi ainda baptizada !?... Esta com os olhos no chão disse, depois da morte de meu marido, causado pelo ar de ataque depois de descobrir que a filha estava grávida, ainda por cima por um homem dos homens, e nas condições que foi, Dulia se meteu em casa envergonhada, deixando de ter contactos com o mundo ate dar à luz.

Não havia dinheiro e ela partiu ganhando a vida, eu com muita dificuldade fui criando esta menina, ate que fui encontrada esperando o pior com frio, sem electricidade e as achas para o fogão quase a acabar. Não houve maneira de a poder ainda baptizar, mas eu lhe chamo Felicidade... pois sou feliz com ela por companheira.

D. Alzira olhou para José...este compreendeu e disse, Mãe... não queira que eu seja pai e padrinho...esta, olhou para o filho surpreendida...José entendeu o olhar, e logo disse... mãe... este e amor ao primeiro encontro, nada lhe disse mas se Dulia me amar como eu a amo, poderem-nos casar.

Então a mãe ou uma das irmãs, e o pai, poderiam ser os padrinhos. A mãe disse, meu filho, nem te dou asas, nem te corto asas, voa como queiras, mas nunca te esqueças de teu ninho.

José fez um sinal para se calarem, Dulia vinha a entrar na sala com a sua pimpolha de olhos arregalados, não admira encontrava-se quentinha e nos braços de sua mãe.

Depois no canto do sofá José deitou o braço sobre os ombros de seu pai, e o que falavam ninguém ouvia.

O senhor Carvalhal disse eu e José temos coisa a falar e fiquem conversando ou vão dormir nos iremos para junto do fogo conversar.

D. Alzira disse e não nos quereis primeiro dar boa noite?

Assim os beijos estalaram dos dois homens nas cinco mulheres e um anjo que a todos juntou... se bem pensarmos nesta história desde princípio.

José beijou Dulia em último, e as outras mulheres viraram a cara pois o beijo foi bem quente molhado e demorado.

José e seu pai conversaram cerca de meia hora e se foram deitar, o Senhor Carvalhal ainda conversou com a esposa sobre o que iria fazer quando acordasse...

José e seu pai levantaram-se, sem fazer barulhos comeram uma isca de bacalhau duas rabanadas e um chávena de café, puseram a maquina de limpar a neve e o moto serra no (pic-up. Jeep) seguindo para casa de Dulia... ali tiraram fotografias de todos os lados que acusavam prejuízos da tempestade de neve.

A neve foi retirada do terreiro com uma largura de 4 metros por vinte.

Seguidamente a moto serra principiou a fazer serviços, destroçando a arvore secular de grandes dimensões, caída sobre o telhado da casa da Mãe de Dulia, a árvore foi toda traçada em roletas de 18 polegadas, todas preparadas para o machado, e pulso de homem.

O primeiro dia do ano ficou para sempre marcado naquela gente de coração, preparar as coisas para que todos possam sonhar com sua casinha.

Ficou tudo preparado para fazerem o reporte no seguro, e se este pagasse para a retirada a arvore seria dinheiro para mãe de Dulia, demonstrando que nem todos os males vem por mal.

Depois do almoço que já foi tarde nesse primeiro dia do ano, José pegou Em Dulia e sua mãe... pedindo a sua mãe e irmãs para terem conta da Felicidade, e foi mostrar o que tinham feito na casinha de Dulia e sua mãe, a senhora Hilda.

As lágrimas ralaram na cara das duas mulheres, enquanto Dulia entrava dentro de casa José perguntou a D. Hilda se poderia pedir a mão de sua filha Dulia...

 

Por: Armando C. Sousa
(Capitulo VII - O Baptizado)