Foi o Destino

Capítulo V

A Última Ceia do Ano

 

Dulia foi desperta pela linda hospedeira, com um sorriso perguntava... café ou chá? Dulia abriu os olhos um pouco envergonhada, pediu desculpa a José e com um sorris para a hospedeira… café por favor.

Seis da manhã já se encaminhavam para a passagem de fronteira do aeroporto... mas nada tinham a declarar... Já na gare, dirigiram-se par o balcão Avis carros de aluguer, José assinou os papeis e insegurança, foi lhes entregue um Ford Fiesta.

Os dois tomaram mais um café e um doce seco (palmie), meteram as malas, no carro e seguiram lado a lado.

As estradas tinham sido limpas mas estavam cobertas de neve fresca, seria preciso cautela, os carros na região eram equipados com uma pá de abrir, em caso de imergência.

Mesmo assim, as tempestades de neve eram de meter medo naquela região, foi exactamente por isso que o nosso lavrador, na primeira viagem disse; Canada. E assim aqui o encontrei, no grande País Canadá.

José tomou o desvio Para a aldeia da casa de Dulia, vai-se arvores caídas por todo o lado, mas as das ruas tinham sido desviadas... chegaram a casa onde morava a mãe de Dulia e o que viram deixaram-nos apreensivos.

Uma grande arvore caída tinha esburacado o telhado, e rebentado os fios de electricidade.

Por muita sorte tinham rebentado junto ao poste e estavam estendidos inofensivos no chão.

A casa desviada da rua uns vinte metros, a neve amontoada das duas tempestades, formava talvez um metro de altura.

Então José pegando na pequena pá do carro principiou a abrir caminho, suado, mas ao fim de meia hora estava batendo a porta, entretanto já tinha visto um molho de trapos espreitando pela janela.

Dulia entrou e foi abraçar sua mãe que parecia tremer... José foi a lado do fogão e pegou num molho de trapos com uns olhinhos a luzir talvez de curiosidade.

A lenha estava a acabar, o frio entrava por todos os lados, José disse não podeis ficar aqui nestas condições, terei de vos levar a um hotel, mas primeiro passaremos por cada de meus pais, as duas choravam abraçadas, e José aos beijos naquele pequenino ser.

Dulia de momento deixou a mãe e correu para arrebatar a filha dos braços de José.

Este a entregou e disse só porque não sou pai não quer dizer que não a ame tanto como tu, sem a ver já a amava muito, e seu sorriso foi um sol que nasceu para mim.

Aquela senhora de olhar bonito, pegou num saco já preparado, e disse então vamos, tenho aqui roupa de muda para a menina e para mim.

Dulia chorava olhando para José, pensando o que estaria a pensar sua mãe, e disse baixinho, sabes? Tu és um anjo no meu caminho.

Em vinte minutos estavam em casa de seus pais, a neve estava limpa, a casa decorada as cores das festas, dois canhotos de cabeços de carvalho ardiam tornando o ambiente a acolhedor e cheiroso.

José se encontrou nos braços da mãe com seu pai e duas irmãs esperado por aquele abraço que do sangue.

José em poucas palavras explicou porque se encontrava ali aquelas pessoas.

A mãe disse não José não vais assim depressa... vem cá falar com teu pai... dois minutos depois voltaram, e a mais esse os hotéis estão cheios, mas minha casa estava vazia...

Então o José está de acordo de dormir no Sofá...A senhora dorme no quarto de hóspedes, e a menina se não se importa dorme na cama de José, ate pode viver ali os sonhos que José nessa cama viveu...

Hoje temos a ultima ceia do ano e será importante que tenhamos vossa companhia.
Seremos mais felizes juntos que sozinhos.

Mãe e filha choravam abraçadas, mas o tempo passou como um relâmpago, ao meio-dia bacalhau assado pão fresco e umas canecas.

O Pai foi o sótão pegar numa relíquia e recordação, o primeiro berço de seu primeiro filho o José,... Nele foi deitada aquele lindo sol de menina que iluminava toda a casa...

Aquelas duas senhoras passaram a tarde uma de cada lado das crianças, Dulia ajudava as irmãs de José a confeccionar a ultima ceia do ano...José e seu pai reviviam peripécias da pesca e viam televisão.

Hora pegando numa rabanada, num naco de aletria numa lasca de bolo rei, ou uma posta de bacalhau frito as 11 horas chegaram e a ceia principiou por dar as mãos e agradecer ao altíssimo por mais um ano de vida, o pai de José pegou na velha concertina para relembrar sua mocidade tocou uma malhoada... e sua esposa cantou duas cantigas como se cantava em sua casa quando era moça.

Principiou a contagem na televisão, e todos em conjunto contavam, José Junto a Dulia, seus pais juntos, as duas irmãs e a mãe de Dulia com o bebe.

Ao bater da última badalada José abraçou Dulia e esta se abraçou também num beijo sem memória, não queriam ver terminado esse prazer.

Mas a mãe de José lhe deitou as mãos e lhe disse, filho não comas a moça toda de uma vez, amanhã também e dia, e riu-se, se abraçaram mutuamente e assim principiou o novo ano....

 

Por: Armando C. Sousa
(Terá seguimento se for desejado)