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Foi o
Destino
Capítulo
II
O Furo e o Destino
José
estava desolado por não poder ter as férias a tempo,
e ir passar o Natal com os pais e Irmãs.
Mas
no fundo compreendia que era preciso respeitar os direitos dos colegas
e da companhia, esta não poderia parar, seria um desastre
para a produção e danificação da tecnologia
electrónica usada para a extracção do petróleo
das areias.
Apenas
José pediu a um colega no dia 27 se poderia chegar duas horas
mais cedo para lhes dar tempo a tomar o avião para Toronto
e dali para Gander.
Ao
bater da meia-noite do dia 27 de Dezembro, José entrava no
avião em Calgary.
A noite estava escura, poucas estrelas a quebrar o breu, o avião
subiu a trinta e dois mil pés e denunciava o frio lá
fora 65 graus negativos...
Cochilou
por determinado tempo, foi acordado pela hospedeira para o almoço,
já era quatro da manha, cerca das 5 o aviam aterrou, mas
demorou mais de uma hora a estar na sala das correias que rodavam
com as malas.
O
primeiro avião para Gandra sairia cerca do meio-dia, mas
José resolveu visitar um tio que vivia numa fazenda perto
de Berry.
Resolveu
alugar um carro e ir visitar o tio e seguir no avião da noite,
alem de ouvir que provavelmente o voo teria de ser cancelado devido
a grande tempestade de neve que desabara sobre aquela região
de Terra Nova, alem de neve com ventos que atingiam 120 quilómetros
por hora talvez seria difícil chegar a qualquer lugar.
Em
Toronto e arredores tinha caído cerca de dez centímetros
de neve, mas já as estradas estavam limpas e o camiões
espalhavam sal como preventivo de se não formar pachos de
gelo, que nesta época do ano são a causa de muitos
acidentes, chapas machucadas, e diversas mortes.
José
Almoçou enquanto esperava pelo carro no aeroporto, este teria
de seguir mesmo na estrada do aeroporto, voltar na 7, até
a 50, e seu tio morava perto da 50 a 60 quilómetros...
José
seguia em velocidade limite de 80 por hora... quando do outro lado
da estrada viu uma senhora ajoelhada junto a uma roda do carro...
ficou intrigado dando um u torno foi ver o que se passava... da
roda se erguei uma moça linda, de olhos chamejantes e chorosos...
José
olhou-a, e perguntou se precisava de ajuda, esta apenas disse, eu
não conheço este carro nem sem onde esta o cilindro
para o levantar... e tenho um pneu furado, agradecia se me pode-se
ajudar, desculpe-me Sr. O meu nome é Dulia tinha a intenção
de passar o fim do ano com minha mãe.
Bom
o mais importante e compor o pneu para a menina seguir... este levantou
o carro com o cilindro, e pegou a chave, para retiras as fêmeas
dos para fusos... fez o primeiro esforço em cada uma das
fêmeas e nada conseguiu... pensou que teriam de sair... fez
um esforço terrível ouviu-se um estalo o parafuso
partiu, este pensou o carro e de aluguer, com três parafusos
poderá seguir viagem, mais uma vez experimentou... outro
partiu.
José
levantou-se carinhosamente lhes deitou a mão sobre o ombro
a olhou nos olhos com um sorrido disse, não quero ver esses
teus lindos olhos chorar, tens de seguir viagem... retirou sua mala
de seu carro, e fez entra a mala da linda moça Dulia, se
virado para ela de frente, pondo as duas mãos nos seus ombros,
disse, a vida esta cheia de peripécia, causadas pelo destino,
se não fosse o furo não teria ocasião de encontrar
tão linda mulher, só tenho um medo... ela olhou-o
ansiosa... ele respondeu, que seja casada.
Esta
com os olhos marejados de lágrimas, disse não sou,
mas tenho uma menina... fez uma pausa com os olhos no chão,
esta minha história e muito triste e muito longa, talvez
um dia terei ocasião de a escrever e te enviar. Hoje creio
que terei de perder o avião.
José
estendendo suas chaves disse... vai com o meu carro que também
foi alugado na mesma companhia, deposita-o no aeroporto que eu fico
como o teu e o entregarei.
Estendeu
os lábios para um beijo na cara de despedida da linda moça,
tudo como um gentle homem, mas esta ao lhes dar a cara o beija caiu-lhe
na boca, esta corou um segundo, com os olhos no chão entrou
no carro de José e seguiu para o aeroporto.
Ao
passar um caimão ambulância de carros, parou... levou-o
para uma oficina que em uma hora estava pronto a seguir...
José
chegou a tempo de almoçar com seu tio e primos... uma verdadeira
festa de família.
Terminando este se despediu, dizendo terei de procurar pegar no
primeiro avião para Gander.
Tenho saudades de minha mãe, e de encostar a cabeça
a seu peito contando-lhe as minhas dificuldades e meus segredos.
Depois
de entregar o carro qual não foi sua surpresa ao ver no aeroporto
a linda moça deitada num banco com a cabeça repousado
na sua mala...
Por:
Armando C. Sousa
A seguir capítulo
III. (A Confissão)
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