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Foi o
Destino
Capítulo
I
Natal
e uma noite maravilhosa onde a família sente enorme prazer
de sentir o calor humano e da lareira que muitas vezes nos viu nascer
e crescer.
José
assim se chama o nosso herói, Luso Canadiano de segunda geração.
Seu
pai na juventude fez parte das campanhas bacalhoeiras nos bancos
da terra nova.
Essas
campanhas duravam 6 meses quase vividos no mar.
Mar
era parte de sua vida, de manha desamarravam seu barco (dorei) com
uma dúzia de sardinhas que cortavam em iscas para por nos
anzóis, e lá seguia para sua faina, esperando que
seu palpite fosse certo, e pela tardinha chegassem com seu (dorei)
a abarrotar de bacalhau, que depois tinham de o limpar, salgar e
acamar nos porões do barco.
Nesses
seis meses tinham suas refeições compostas de bacalhau,
cosido, assado esfiapo, a Brás, bacalhau à Tonio do
sacho... bacalhau de manha ao meio dia a noite... apenas ao domingo
atracavam, naquelas aldeias piscatórias de Terra Nova para
irem a missa e trocar dúzia de conversa com aquelas mocas
lindas, talvez também origem de sangue luso, pois os Portugueses
por ali paravam a centenas de anos e sempre havia galanteios com
as mocas da terra.
José
desde criança que acompanhava seu pais, este se tinha casado
com uma das mocas de Terra Nova e ali estabelecido junto ao mar
capitaneando sua própria traineira, para enfrentando o mar
e vender seu produto aos navios pesqueiros Portugueses que cada
vez ficava mais longe sua zona de pesca, por determinação
do governo canadiano.
José
era já um homem mas continuava a viver do trabalho e da traineira
de seu pai.
Namorava com uma rapariga como ele lusa descendente.
Os
dois tinham grande sonhos, ela também amava o mar, e cada
manha saia com seu barco um pouco maior que Um dorei, mas cheio
da caniços para apanhar lagosta e polvo
E assim enchia seu saco de meia, e repartia com a família.
Acontece
que um dia uma tempestades destrui a traineira do pai de José
e apanhou Maria que se encontrava longe do cais com seu barco recolhendo
os caniços da pescaria, seu barco foi destruído com
a ferocidade ímpeto catastrófico das altas ondas,
contra os penedos de certas ilhotas de penedia.
Maria
ainda conseguiu nadar os dois quilómetros que a separavam
do cais... caiu exausta na areia, onde as ondas lhe vinham beijar
seu corpo quase sem vida ali estendido, José vindo ver os
destroços causados pelo mar ali encontro seu amor, com quem
jurava se casar logo que tivesse emprego seguro, mas o destino não
o permitiu.
A
chorar pegou na sua amada nos braços e a transportou ao hospital.
Não
havia tempo de pedir socorro, ele a amava muito e teria de chegar
a tempo de a salvar.
Pelo
caminho foi perseguido pela policia que ainda tentou atravessar
o carro no seu caminho, José viu o hospital muito próximo,
parou e pegou na sua amada nos braços, correndo... a policia
vindo o que se passava foi ajudar José, e fazer os telefonemas
necessários, para que não faltasse a assistência
necessária, e a tempo.
A
respiração com muita dificuldade foi reatada, mas
existia o medo de cérebro morto por falta de oxigénio
e hipertensa com os vasos sanguíneos muito congelados...
Maria
não resistiu, e dizem os médicos talvez a morte da
vida que vivia em si seria a causa de sua morte.
Maria
estava grávida com menos de um mês, dizem os médicos
que talvez nem ela saberia que estava prenhe de tanta dedicação
e de tanto amar José.
José
gritava ao saber que perdeu sua amada, e já não tinha
forcas para enfrentar as mocas da terra e seus amigos.
Seu
pai sem traineira, o decidiu a pensar, se ausentar procurando trabalho.
Um
dia retirou suas economias do banco, um bilhete de avião
o levou a Calgary, Província de Alberta... estava-se no fim
de Maio, José com seu saco de dormir que muitas vezes usou
na traineira, foi seu companheiro.
Trabalho
foi fácil de arranjar nas companhias de petróleo,
era homem forte e de mãos calejadas era o melhor cartão
que as companhias poderiam exigir.
Difícil
foi encontrar alojamento, o que o obrigou a dormir no seu saco nos
jardins dos arredores da companhia.
Mais
tarde consegui um quarto num (besemento) nos fundos de uma casa.
Sempre telefonava a casa, e sua mãe sempre chorava.
Este
trabalhava doze horas por dia, quantas vezes 7 dias por semana...
a falta de alojamento não permitia haver mão-de-obra
que satisfizesse as companhias.
Este
prometeu ir ver os pais pelo natal, mas lhe foi impossível,
pois sua semana terminava apenas no dia 27 de Dezembro.
Telefonou
a seus pais que ficaram desolados, mas prometeu, estar presente
antes do badalar das últimas dose badaladas do ano.
Por:
Armando C. Sousa
A seguir capitulo
II. O Furo e o Destino
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