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Aprender Faz Bem é Saudável
Na realidade
sempre gostei de aprender, em pequeno andei sempre atrás
de pedaços de jornais para ler, na impossibilidade de os
poder comprar.
Aos
treze formamos uma sociedade de um escudo por semana para comprarmos
o jornal, e todos líamos e nos destacávamos dos outros
companheiros.
Eu
passei a comprar um livro de vez em quando e lia o fazia trocar
por outros quando podia, verdade que tomava conhecimento muito mais
rápido que certos colegas.
Tinha
amor a leitura, me cansava a vista a luz da candeia, mas na ida
para o trabalho, saia mais sedo para ir pelo caminha a ler, andava
e lia.
Era
como fosse uma pessoa solitária, pouco falava; mas com meus
personagens do livro falava sempre, ate mesmo com o escritor.
Sentia
grande amor por quem sabia, e o ligava ao tempo de leitura que tinha
tido, esquecendo a experiência que é tão importante
como aprender através da leitura.
Sentia
que quando amamos é doce esse sentir, deitar o braço
por cima de um amigo, repartir com eles as nossas dores e alegrias,
o acreditar que temos alguém conosco para a vida.
O
amor cresce sempre junto; quando nos encontramos todos os dias,
nos beijamos ou um aperto de mão, servimos uns aos outros;
mas longe desvanece por parte de quem fica; o imigrante sente sempre
amor, sempre saudades, sempre desejos de voltar e abraçar.
O
imigrante e capaz de gastar uma fortuna para encontrar amigos e
familiares, fazer visitas e convidar familiares, a não ser
que estes tenham alguma coisa para mostrar, não convidam,
Não querem ser vistos por estranhos dentro do seu habitat.
Falo
apenas de Portugal; estes continuam cegos e mentalizados que Portugal
e o melhor país da Europa para viver, não vêem
que é onde há mais bêbados ao volante por capital.
Mais
carnificinas nas estradas, causadas por acidentes, onde quase sempre
envolvido o excesso de álcool, mais pobreza nas aldeias afastadas
dos centros.
Mais
freguesias diversificadas, e os que mais receberam dinheiro da união
Européia para encher as cuecas de uma grande parte de antárcticos
e milionários.
Mas
na verdade estes não querem aprender, estão convencidos
que usam os melhores métodos, que sabem mais, que são
os melhores.
Na
verdade os trabalhadores portugueses no estrangeiro são mesmo
muito bons, dão tudo para agradar fazendo seu trabalho dentro
das guias que lhes dão.
No
estrangeiro a aldeia portuguesa e muitíssimo dedicada, mas
em casa no seu Portugal estão muito atrasados, para acompanhar
a produção mundial.
Aqui
no Canada nossa aldeia principia a tomar o caminho do progresso,
muitos imigrantes que chegaram aqui pedreiros ao lavradores, seus
filhos são advogados em certas circunstancias, outros combalistes
e doutores, agora principiam a entrar na política para defender
os interesses da diaspora, mas estes pedreiros ou lavradores se
tornaram em pequenos empreiteiros ou negociantes.
Os portugueses hoje aqui, sabem que a riqueza dum pais principia
com os estudos, com a educação mais elevada.
Aqui
um professor, além de ser a profissão que eu mais
adoro são pessoas simples; em Portugal, em muitos casos querem
um tratamento especial, esquecendo-se que a vida e muito melhor,
quando se ensina com amor ao próximo, os estudantes de hoje
são os cientistas de amanhã, são os doutores
de amanha, são os governos de amanhã, e também
são os grandes mentirosos de amanhã.
Gosto
da minha língua Portuguesa, amo as flores e as serras com
recantos cobertos de amarelo, outros brancos e azuis, outros ainda
negros das queimadas dos anos anteriores.
Desta vez irei passar ferias no Algarve, e mais quente, o ano passado
ainda tive um sobrinho que me foi visitar no Algarve, mas ninguém
de família directa, ou amigos, o que torna o ditado certíssimo...longe
da vista longe do Coração.
O
imigrante sente e sabe, os que estão no seu canto, não
querem ouvir falar nos seus familiares no estrangeiro.
Eu
digo, ver, e conhecer, faz bem, levanta em nos uma certa estima
de ter valido a pena nascer para ver as belezas da mãe natureza,
o que o infinito deus criou para regalia dos nossos olhos.
Quanto
a mim, a pessoa depois que se reformou, pagou seu contributo ha
vida, então deve ir pelo mundo levar conforto e aprender,
por mim, depois de reformado, escrevi muitos poemas e contos de
fazer dormir; mas também tenho feito meu aprendizado a volta
do mundo.
Ho...
que faz bem; conhecer outras gentes outros costumes ver diferente
arvores, diferentes frutos, outros climas, ate por vezes conhecer
um pouco das extravagâncias dos boémios.
Como seria bom encontrar alguém de família nestas
digressões, mas é impossível porque sua mentalidade
dessa gente nunca desenvolveu.
Estes
nunca sentiram o gosto de como e bom aprender, e como faz bem ao
nosso espírito, hoje cheio de amor e penas daqueles que nunca
quiseram aprender
Muitas
vezes eu digo; aprender é saúde do espírito.
Por: Armando
C. Sousa
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