Ao Descer do Sol

 

Ao descer do sol, este estendendo suas pontas douradas brilhantes, umas para as nuvens outras para o mar, reflecte em minha mente distraída dos prazeres do mundo, apenas levando um pensamento ao céu e sua grandeza.

Meu ser, parecia que se acalmava com as cores lindas mas de tristeza do fim da tarde.

Aquilo que eu sou, mais parecia ficar iluminado, mostrando o caminho que devo seguir.

As nuvens no horizonte mais pareciam formar arco por onde deveriam passar as minhas dores: sem maneira de poder fugir ao destino que o meu fado traçou.

Estas, deixavam cair em mim gotas de amor que venho semeando, depois que sai dos microcosmos do pó que foram meus avos.

Este fim de tarde vai silenciando o pedaço da vida que resta, coisa que nem eu sei o que sou; ainda se eu conhecesse a verdade de quanto ainda viverei!...

Porque foi que eu tive por aqui passar?

Verdade que tenho encontrado gente maravilhosa, gente que tem carinho no passar da mão, no proceder, no escrever, no beijar, ou no abraçar.

Seriam aqueles raios a fonte cósmica e misteriosa que me irá dar a lua e o saber?

Creio que era o sol a dar os últimos acordes, antes da realeza da lua me vir falar de amor, falar das fadas, das ninfas, ou das bruxas e diabos?

Que estou eu a pensar?...se na verdade os raios prateados do luar, libertam nosso ser da impureza e rancor quando o sono nos dominar.

Vou esperar que a calma e mistérios dos sons da noite me embalem e sejam quebrados por aquelas palavras sussurradas de macieza chegam através de beijos e abraços.

Amor eu te adoro, te amo, e contigo partiria neste momento, caminhando no infinito das trevas de encontro ao pó do nada.

E se algum tempo nos sobrasse, seria para juntar nossos microrganismo e fazer crescer erva, esta, juntamente com a natureza fazer crescer ovas e embriões, para que a humanidade continue a se aperfeiçoar, e viver mais de igualdade e amor.

A verdade é que o sol nunca desce, a terra é que gira.

Por: Armando C. Sousa