Aldeia Maria do Mar XXIX

Partida Dum Paraíso Para a Última Visita ao Mundo Egoísta

 

Tristão e Cloé nos braços do amor, numa manhã onde a ternura era ainda mais terna, os beijos mais quentes, os pássaros saltitando, em voos e chilreios com bicadinhas de beijos, incitavam os nossos amiguinhos a mais uns baraços, entrelaçando o corpo, atingindo a profundidade da loucura que o corpo humano pode atingir quando ama.

Depois de terem arfado um pouco de ar puro, com os cheiros da fauna maravilhosa que a ilha misteriosa oferecia, Cloé disse cantarolando ao ouvido de Tristão.

Amor manda prepara o navio vamos a nossa ultima sardinhada, e ver a nossa pequenina Tifá, a princesinha da antiga Aldeia Maria do Mar.

Amoreeeeeeeee tudo que ouviste hoje na adio eu sonhei... sim o mudo tem de parar e retroceder...não existe gasolina... a cada dia custa mais uma dólar por litro, as cidades terão de ficarem desertas, e as aglomerações vão se situar como antigamente ao longo do mar e dos campos.

O egoísmo amor, não poderá mandar na vontade da humanidade; os parasitas que vivem do suor humano terão de trabalhar para seu pão.

Nós amor, depois da visita, voltaremos para esta ilha desconhecida da humanidade geral... Amor a Sereia que esteve no meu sonhar, o arcanjo do nosso encontro, gostaria de ver uma humanidade mais pura, e cheia de amor.

Ela me disse, que os ensinamentos das religiões, proibindo o uso de mectodos para não engravidar, junto com o egoísmo para terem escravos para viverem de seu suor levou a população a dobrar nestes últimos cinquenta anos, temos de retroceder e esta será nossa ultima visita a população.

As cidades ficarão sem vida, monstros de ferro e cimento, como os templos pirámicos Mexicanos ou as pirâmides do Egipto.

E certos lugares as populações serão destruídas quase por suas próprias mãos, isto por não se cuidarem dos resíduos nucleares.

As águas serão contaminadas, estas matarão os óvulos sanguinários da vida.

Tudo porque o egoísmo não deixou este dragão repousar no seu leito... este acordou e a humanidade se serviu dele sem lhes preparar a cama onde deveria repousar sua ira.

Entretanto para minorar o sofrimento das pessoas cancerosas dos peitos ou próstata ou ainda do colo, as sereias iram levar a Praia Maria do Mar, algas capazes de os transportar com alegria à meta onde a morte os espera.

Depois de ser preparado o leito de onde o navio escorregaria para o mar, puxados pelas baleias, com os cabos invisíveis de carvão sintético, como é invisível a tinta com que me estais a ler.

Te posso garantir se minha mãe viesse agora aqui, deitaria as mãos a cabeça e gritaria, este é grande milagre.

Verdade, este é um milagre da ciência, mas ela, minha mãe, procuraria nos ares os anjos que o concederão, e era capas de afirmar que os viu, para dramatizar mais estas coisas de milagres, da mesma maneira que os charlatães das igrejas o fazem.

O navio escola foi repleto de viveres e redes dos mesmos fios sintéticos para pescaria no mar alto.

Os rolos feitos de troncos de palmeiras foram estendidos até à entrada do mar, as amarras construídas de cerâmica da coquilhage de ostras gigantes, bem tramadas com o fio sintético de carvão invisível.

Todo a postos pela noitinha do mesmo dia, os golfinhos alinharam numa sinfonia de sonho, com um coro mavioso mas distante das sereias, madrinhas destas historias do Armando...ao terminar o canto mavioso o navio desceu, e fendeu águas, iniciando a viagem a caminho da praia Maria do Mar.

Grande parte dos cientistas partia alegre, esperando na civilização encontrar um amor de suas vidas.

No amor nos só precisamos duma pessoa, mas queremos encontra a pessoa certa que entre em nosso coração, e este transforme os dois num rochedo unido que apenas o tempo o possa desfazer areia por areia, ate ao dia de voltar a mãe natureza.

Uns estavam contente de poder voltar, outros queriam apenas visitar e ir assistir a sardinhada, mas voltar a ilha misteriosa construindo ali um viver limpo e de verdadeiro amor, poder de ali sair uma raça sã para reconstruir o mundo.

O navio depois de ultrapassar o muro de água e vapor que esconde a ilha principiou navegando em águas calmas onde os peixes luminosos e voadores formavam arcos maravilhosos de luzes multicores.

O céu estava clarinho, os cientistas sonhavam em formar da luzes das estrelas em electricidade, de momento uma luz grande cortou o espaço, depois mais outra, mais outra, parecia uma guerra estrelar, deixando mais uma vez os cientistas a pensar se poderiam controlar as necessidades de energia da vida humana no planeta.


Próximo capítulo XXX
(
E o Milagre Aconteceu)

Por: Armando C. Sousa