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Aldeia Maria do Mar XXVI
O
Regresso
A
noite estava clarinha, as luzes ardiam por todo o lado, uma invenção
de enxofre e cristais derretidos em conjunto nas lavas que aqui
e ali ainda vinham a tona e ardiam como pequenas bocas de fogão.
Os
focos do navio virados a esse inventivo material tornavam a praia
num céu aberto.
Este grupo agora chegado parecia decepcionado por vir ter a uma
ilha onde nada havia, apenas o trabalho de suas mãos para
todos os seus desejos.
Depois
de uma noite de festa para lhes dar as boas vindas, veio momento
de repouso com o compromisso de manha estar na reunião; receberem
ordens e saber como trabalhava o governo da ilha, onde Tristão
e Cloé tinham sido aclamados soberanos de todo o ser humana
que na ilha habitasse.
Então
pela manha estes recentes chegados foram designados para ajudar
à colheita do cereal.
Na
praia onde foi morto o polvo enorme, naquela grande placa de Cerâmica,
foi criada uma forma onde se fundiam muitas outras Placas e delas
estão a construir celeiros para guardar o cereal, e reconstruir
o navio.
Dos
recente chagados notou-se um mal-estar, e ma vontade de trabalhar
e comunidade.
Então Tristao disse-lhes, ou trabalho ou o mar está
aberto para partires.
Mas
nestes momentos metade destes trabalhavam com amor de poder ajudar
a reconstruir uma vida na ilha perdida.
Da
floresta trouxeram muitos novelos da ceda e um marinheiro de origem
de Vila Do Conde desde criança a habituado a fazer renda
de bilros, ensinou como se poderia confeccionar a ceda, com a ferramenta
do navio poderão construir enumeras casas com telhado de
folhas de palmeira, e os namoros, nelas encontraram sua privação
de amor.
Todos
nós sabemos que o amor para se vingar e caminhar no futuro
precisa quatro paredes, e ali nasce vida e alegria.
Quatro
paredes, dois amores, um raminho de alecrim, os dois serão
cobertores com o cheiro de jasmim.
A
aldeia se erguia, as invenções alegravam aquela família
de cientistas e marinheiros.
Haviam alguns menos felizes que lhes foi dada permissão de
seu regresso, mas desta vez não teriam os golfinhos para
os guiar nas encruzilhadas e tempestades do mar.
Dissidentes não poderiam existir nessa ilha.
Cloé
implorava a ajuda de Tifa... a cada dia seguia para seu cantinho
predilecto esperando um milagre dos arcanjos do mar, um dia em sonho
a nossa amiga Tifa lhes apareceu dizendo, dá-lhes um salva-vidas
a esses mal contentes e deixa-os tentar no seu regresso.
Todos
tiveram a mesma oportunidade de regresso, mas apenas alguns solitários
que o amor ainda não lhes batera no coração,
ou de manias Bipolar, aceitarão o desafio, de poder voltar
sabe deus onde.
Ali
na praia do polvo eram criadas loucas finíssimas com as conchas
de todas as cores em formas na praia construídas.
O
nosso herói desta feita namorava com Valdina, em conversa
com ela e Tristão e Cloé, disse, invejosos... estes
invejosos a querer apoderar-se da ferramenta de diamantes, com que
estamos a desbastar os penedos para o navio acentuar na areia e
se possível regressar-mos a terra natal, e ver nossa princesinha
na aldeia Maria do Mar, que deve estar uma linda menina quase pronta
para a escola e talvez participarmos na sardinhada.
Saber
como vão as vendas das algas para ajudar a vencer a doença
da sida que esta a desbastar gentes dos países mais pobres
da África.
Ao
mesmo tempo saber do retornar das malguinhas do caldo verde e como
vai a angariação de fundo para aniquilar o cancro
da mama.
Rever
família e amigos, mas voltar para esta vida sem crime e tranquila.
Então
disse o nosso cientista, poderei dizermos onde se encontram centenas
de diamantes, mas ainda não o disse para não criar
guerras nesta nossa comunidade.
Mas
vos terei o direito de o saber, e ao mesmo tempo da minha sugestão.
Dar um pequeno diamante a cada um que partir no salva-vidas... paras
estes onde chegarem poderem recomeçar nova vida.
Seu
desejo foi autorizado...este foi debaixo da placa onde eram fundidas
outras placas e retirou um Punhado de pedrinhas reluzentes a quem
distribuiu uma cada pessoa que partia enfrentando o mar sonhando
no seu regresso.
No
dia que Cloé sonhou e pediu a Tifa ajuda lá estavam
os golfinhos que os ajudaram a transpor a muralha de água
que esconde a ilha perdida.
Estes,
com seu diamante cada meteram-se no salva-vidas com esperanças
de resistir e viver na viagem de regresso...
Nunca
se importando de visitar maravilhoso bugio plantado na praia particular
de Cloé, que iria servir de palácio ao primeiro recém-nascido
da ilha perdida.
Próximo
capítulo
XXVII
(A Rota dos Dissidentes)
Por: Armando C. Sousa
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