Aldeia Maria do Mar XXIV

Os Diamantes da Praia do Polvo
Gigante

 

A noite estava maravilha... temperatura amena, as noticias terminaram, dando elogios aos aparecidos sobreviventes do naufrágio...cotados como cultos e de rara inteligência... a dar-se credito ao outro projecto... (Atlas experimental), de onde faziam parte mais duma centena de universidades, cientistas alunos e professores, este experimento, de um reactor que ira revolucionar o mundo energético, situado nas caves das montanhas Suíças Francesas e Italianas, seria o lugar do destino de tão grandes inteligências.

Todos na ilha se abraçaram de satisfação com as boas novas.

Foram dormir apenas inquietos com a expedição do nosso sempre amoroso de Valdina.

Este preparava-se para passar a noite na caverna de já vos falei, e a poder explorar no dia seguinte.

Depois de com sua faca de viagem ter cortado uma vara e a ter tornado numa espécie de lança bem aguçada, e muito satisfeito de sua grade defesa, um sorriso lhe aflorou.

Com os novelos de ceda, o nosso cientista teceu uma barreira na entrada da cave.

Atou um fio a meio da barreira e seguiu na sua exploração, ajudado pela pilha de sua invenção, baterias de papel, energia armazenada do líquido dos pirilampos, em dois pólos impregnados por um líquido formado pela cera.

A segunda noite estava próxima o nosso herói tinha o pressentimento que no próximo dia alguém se juntaria na expedição ou viram à sua procura preocupados com sua solidão, e sentindo-se culpados por o ter deixado seguir sozinho, Tristao de manha cedo autorizou que Valdina organiza-se uma expedição com alguns voluntários e seguissem os seu passos.

Entretanto nosso cientista seguindo o ar suave que lhes batia na cara, desviando-se de cavernas onde não sentia o ar...chegando a um local onde já não via o tecto da cave, mas sentiu como uma luzerna a reflectir muito acima, como estivesse a usar um funil, pelo lado mais largo a ver uma estrela no céu.

Talvez durante o dia aquela luzerna poderia ser o suficiente para alumiar o lugar que se encontrava, então resolveu encontra uma saliência na pedra da cave para estender o seu saco de dormir.

A noite foi repleta de sonhos horrorosos a mistura com momentos de amor, acordou com a luz a descer ténue sobe a cave, mas pensava ainda dormir, ao ver maravilhas aparecendo em frente de seu olhos, a cave era enorme e cheia de colunas de cristal de muitas cores, por momento a sua mente julgou dormir num céu de cristal onde as cores eram ainda mais lindas e mais vivas que as cores do arco ires.

Levantou-se e tirou duas bananas do seu bornal e uma pinga de água, pegou na sua lança e foi ver se encontrava donde vinha a corrente de ar.

Neste momento a expedição de socorro vinha a caminho que o nosso herói deixou bem traçado... nosso cientista seguia em frente nos seu intentos, chegado próximo da saída da cave verificou que havia um desnível cerca de três metros, olhou e via areia mas também uns amontoados que lhes dava a impressão serem de pedras.

Mais ao longe tudo brilhava na areia, pedaços de pedra que o nosso herói pensou serem pedaços de cristal.

Com cuidado desceu ao areal e pedregulho, andou uns passos e verificou que não eram pedras, mas sim enormes conchas e bugios de mais de metro de altura...

Pasmado pensou que ainda dormia na cave e o que via não era mais que seu sonhar.

De momento viu uma estrela-do-mar com tentáculos de metro de comprimento que caminhava por cima das conquilhas em sua direcção.

Num lance de medo e defesa ergueu sua lança e desferiu um golpe certeiro no meio da estrela-do-mar, o medo deu-lhe tanta forca que a lança atravessou a estrela e te enterrou na areia, e ali estrebuchando a estrela morria deixando nosso cientista atónito com o que via.

O líquido derramado pela estrela-do-mar dissolvia as conquilhas tornado tudo como se fosse um vidro de mil cores.

Este cada vez mais pasmava, mas uma ideia lhe chegou que talvez seria uma solução, mas primeiro queria ver aquelas cores maravilhosas saídas das grandes jogas que via mais além.

Se encaminhou para o sítio, pousou sua lança na areia e pegou em duas na mão... esta não eram cristais, mas alguma coisa mais maravilhoso, teriam de ser diamantes.

Neste momento um enorme polvo lançou um tentáculo sobre o pescoço do nosso cientista aventureiro, este tentava chegar a sua lança, mas o polvo mais apertava, o nosso herói desmaiou.

Ao mesmo tempo a equipa de salvamento assolava à saída da cave ainda a tempo de ver um grande rabo de peixe dar uma espadelada sobre os olhos do polvo o atirando para cima dum monte de conchas e bugios.

Seria nossa amiguinha Tifa?.. a sereia?
Nosso herói escaparia ao abraço do polvo?

E isso que vamos ver no próximo capítulo XXV
(O Beijo
)

Por: Armando C. Sousa