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Aldeia Maria do Mar XXII
Notícias
As
coisas na ilha misteriosa e indizível corriam normalmente
bem com grande respeito uns pelos outros e pelas leis determinadas,
deitadas nas reuniões semanais, onde eram expostas as ideias
de cada um para que a vida fosse proveitosa e alegre.
Do
lado norte da ilha, nos recortes dos penedos cortados quase a pique,
ali as aves se deleitavam em beijos deixando muitas vezes seus ovos
duma grandeza nunca vista, voando desaparecendo para o outro lado
da bruma perdendo-lhe o tino.
Estes
eram recolhidos com ajuda dos fios tecidos da fibra óptica
de carvão, que serviram para as baleias arrastarem o navio
escola...e assim eram utilizados para matéria principal da
alimentação, das gentes da ilha que agora viam o produto
de seu trabalho.
Crescer, varjas já se principiavam acolher...
Alegria
enorme de ver que o trabalho em conjunto dava frutos, sentia-se
o amor e o prazer de ver que tudo lhes saiu das mãos em maneira
mútua de se ajudarem.
Ali,
naquela ilha deserta, onde não havia senhores nem escravos,
a vida principiava o dia com todos pensando no resto do mundo, e
deixando subir uma prece; pensavam nos amigos que tiveram de partir
nos seus barcos de salvamento... estes onde se encontrariam? Teriam
sobrevivido? E como?... Era uma pergunta que queimava a mente.
A
iluminação na praia, originada pelo vapor vulcânico
que movia a caldeira e esta o enorme gerador de electricidade, as
lâmpadas em cascatas davam um maior encanto a ilha e ao mar.
Lá
longe se viam as muralhas de água que encobriam a ilha, formando
uma névoa ténue como um tule que os resguardava dos
olhos exploratórios da humanidade.
A
satisfação do principiar do nada era grande, e todos
faziam o seu melhor para uma vida normal. De momento os peixes voadores
eléctricos principiaram sua dança marinha.
Entrelaçada pelas serpentinas que davam ao mar um aspecto
nunca visto por olhos humanos, era maravilhoso.
De
momento tudo serenou e como uma orquestra dezenas de golfinhos se
prostraram em fila iniciando uma música maviosa entrelaçados
com sons de encanto vindos de mais longe, provavelmente as sereias
quiseram também fazerem parte daquela serenata marinha.
Terminado
um dos golfinhos se aproximou mais da areia e num lance magnético
lançou na praia uma garrafa que parecia conter uma missiva
dentro.
Um
dos homens se aproximou e foi entregar a garrafa a Tristao, que
em seguida pediu A Cloé que a lesse para todos, esta o fez
com dificuldade usando o seu acento arabizado. Por fim Valdina usando
o seu saber a traduziu em diferente línguas...
Que traduzidas em poucas palavras, dois dos salva-vidas tinham chegado
a salvamento com todos de saúde, a uma terra coberta de neve
e pinheiros seculares.
Sobreviviam
com peixes atirados pelos golfinhos e animais parecidos com coelhos
mas que furavam a neve para comer a erva seca e coberta pela grande
altura de neve.
Sempre que ouvíamos o canto dos arcanjos do mar.
Todos adormecíamos, não sabemos por quanto tempo;
mas acordávamos com forcas redobradas...
A
dança dos golfinhos nos fizeram pensar que estes saberiam
de lugar habitado para nos salvarem, aqui temos sobrevivido em iglos
por nos erigidos, conseguimos caçar um leão-marinho,
usamos suas gordura para aquecer os iglos.
Dois
dos tripulantes quiseram tomar autoridades em suas mãos,
mas foram rejeitados por todos os restantes que com unanimidade
votaram em nosso guia.
Este
diz que não deveremos mover sem uma solução;
temos quatro horas de dia mas os dias estão crescendo, veremos
o que se poderá fazer na primavera.
Não
podemos medir o paralelo em que nos encontramos, nem latitude nem
longitude, mas confiamos que os golfinhos que nos tem alimentado
com peixes, nos poderão localizar e sermos resgatados para
lugar onde exista civilização.
Tristao
depois de falar com sua amada Cloé informou Valdina e o Capitão
encarregado dos Trabalhos agrícolas da sua decisão.
Atirou
uma mensagem na mesma garrafa ao golfinho que a trouxe do outro
lado.
Esta mensagem apenas dizias enchei os salva-vidas de víveres
possíveis e deixai-vos guiar pelos golfinhos, com a certeza
que os arcanjos do mar estão convosco, e vos protegerão.
Depois
de atirarem a mensagem os golfinhos votaram a fazer orquestra e
as vozes maravilhosas das sereias fizeram-se ouvir mais uma vez.
Um
a um os habitantes da ilha escondida tombaram nas areias quentes
da praia num sono angélico e sonhos maravilhosos onde viam
a viagem dura com as tempestades no mar, mas o reencontro...
Mas
onde se encontrariam os outros cientistas e tripulação
nos outros salva-vidas?
Por:
Armando C. Sousa
Próximo
capítulo XXIII
(A Festa e o Reencontro)
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