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Aldeia Maria do Mar XXI
A
Reunião
Tristao
corria para abraçar a moça uma vez era quase como
irmã daquela que hoje e seu tudo... aquela que por bastante
tempo vem matando toda solidão, seu grande e único
amor, a que desfaleceu, nos seus braços, mas logo recuperou,
ficando ainda mais linda com seu rubor, Cloé estava grávida,
as noites e os dias na ilha tinham tornado os dois pombinhos num
amor puro e constante, que deles deveria nascer a primeira vida
humana na ilha.
Os
abraços e beijos entre estes dois amigos foram de delírio
de prazer do encontro, e já Cloé descia a escada feita
de lianas que cresciam rasas na areia que davam um fruto delicioso
com o sabor de morango cereja e maracujá.
Seco,
este fruto tinha o paladar do figo e da ameixa doce.
Ninguém
conhecia o fruto que crescia em todas as estacões do ano,
que oscilavam apenas em poucos graus c. Cloé e Tristão
o tinham baptizado boca de amor, era com a boca que estes dois amorosos
repartiam esta fruta deliciosa.
Esta
desceu e veio cair nos braços da amiga com prazer e exaustão,
o abraço foi longo amparada por sua grande amiga Valtina
que a apertou demoradamente.
Seus
companheiros do navio escola com admirarão olhavam Valtina,
e quase se sentiam protegidos com o encontros destes dois seres
vestidos quase com os raios da sombra e as belas flores que caíam
sobre os seios de Cloé.
Valtina
depois de tantos risos abraços e beijos virou-se para seu
colegas de naufrágio, e disse, nesta ilha não existe
mais ninguém a não ser estes dois grandes amigos que
como nos também naufragaram, creio que e a eles que temos
de obedecer, pois sobre nos tem de existir uma autoridade.
Creio
que o nosso Capitão exporá a situação
do navio, e todos nos procuraremos soluções para os
problemas com a última palavra a pertencer a meus amigos
Tristao e Cloé...
O
capitão então disse os aparelhos de comunicação,
estão intactos, mas falta-nos electricidade, a comida esta
quase toda estragada devido aos frigoríficos não trabalharem,
falta de electricidade.
No
convés teremos algumas carnes secas que as mandei espalhar
depois do acidente e guardadas pelo homem de minha inteira confiança.
Resta-nos
alguns grãos de diferentes qualidades que serão o
nosso refúgio pelo momento, temos uma caldeira a vapor que
faz funcionar um grande gerador que funcionando dará electricidade
por todo o navio, e os aparelhos de comunicação poderão
funcionar e obtermos socorro se navios passarem a duzentos nós
de distância.
Tristão, gentilmente cortou a conversa do capitão
dizendo, existe aqui na ilha um grande pedaço de terreno
apenas cinzas vulcânicas que com uma mistura de areia e algas
poderia ser cultivado, mas será preciso enxadas e cestos
para ser transportada a areia e as algas, fazer a mistura, tudo
deve ser feito manualmente pois aqui na ilha não existe tractores.
O
capitão pôs disponível parte da tripulação
para o cultivo, Valdina disse, eu estarei pronta para cozinhar para
os quiserem trabalhar, e para já semear e prioridade, as
ideias vão surgindo para que possamos sobreviver.
Dos
machados dos bombeiros de bordo, foram feitas enxadas da maneira
mais primitiva, aquecido o ferro e batido numa das vigas do navio.
Numa
exploração a ilhas foram encontradas diferentes espécies
de fruta deliciosa, uma era verde quase como pinhas mas ao comer
era um doce picante apimentado que fazia a delícia de todo
o paladar.
Verificaram
que a pessoa que comesse duas frutas daquela espécie, esta
madura, ficaria cheio de forca, muita alegria e bom humor; de imediato
foi proibido de comer mais que duas frutas, aquele que o fizesse
seria castigado a trabalhar do nascer ao por do sol sem descanso
de maior, se o não quisesse fazer seria lançado por
24 horas na cova do vulcão, lugar quente e solitário,
onde apenas haveria contactos pelos olhos nas horas das refeições:
os meses passaram sem que alguém tivesse desobedecido.
Os
cientistas descobriram que aquela fruta faria desaparecer todas
as doenças do motor digestivo e sanguíneo...
Entretanto
todos continuaram a trabalhar com as ferramentas que existiam no
barco escola; com seguira fazer canos das palmeiras mais direitas
e os descer por entre fraga onde exalava o vapor, conseguindo-o
captar a uma alta pressão que entrava na caldeira e esta
angariava forca para fazer rodar o gerador para fazer pela primeira
vez os holofotes do barco iluminar a ilha.
Grande
alegria entre esta comunidade de amigos cientistas esperança
poder comunicar com o exterior do mundo.
Valdina
disse quem quiser formar e pares são livres para isso, com
o respeito devido de gente civilizada, eu não aceitarei alguém
até que seja realizado meu sonho.
Esse
sonho de ver um mundo mais limpo, e grande respeito pela água,
que a electricidade renovável seja uma realidade, e saber
o que se passou com os outros cientista...
Por:
Armando C. Sousa
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capítulo XXII (Noticias)
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