Aldeia Maria do Mar XX

A Ilha Perdida

 

Sós no navio escola, que baloiçava ao sabor das ondas viam as grandes baleias num bailar ao redor do navio... de quando em vez um som celeste imergias das águas, mexidas pelo baile das baleias, de quando em vez o navio baloiçava para logo ser acalmado por descidas macias como se fosse amortecido por veludo ou suma a uma.

Eram as baleias a travessas redes como de pesca mas tecidas pelos aranhões marinhos, para que no meio de o arrastar para porto seguro a casa das máquinas tivesse a protecção necessária para não se afundar, de cada lado da rede seis potentes baleia e nas cordas a rebocar mais três de cada lado e outras tantas baleias suplentes para serem substituídas na altura própria.

Assim o barco escola partiu a grande velocidade a caminha da ilha invisível onde se encontravam sozinho gozando dum sonho maravilhoso mas muito solitário, a nossa amiguinha Cloé e seu Príncipe Tristao.

Estes já tinham feito uma pequena cabana em cima de palmeiras, para não apanharem o relento da areia e se abrigarem de certos lagartos que rumavam por entre buracos, e presumíveis animais.

Cloè, alguma coisa trazia em seu ventre, estava ficando ainda com os olhos mais ternos, as mãos esfregavam o ventre carinhosamente, os dois sem vaidade completamente nus com os vestidos da sombra do sol da lua...as estrelas faziam seus poros cintilar, mostrando o brilho e tristeza, sofrendo um pouco da solidão, mas o mar era entretenimento constante, ora os golfinhos e suas crias que se vinham banhar nas aguas morninhas que as actividades vulcânicas criavam a seu redor, ora olhavam na noite aparecer os peixes eléctricos voadores tudo num franzi estranho, o pressentimento adivinhava alguma surpresa estaria para acontecer naquelas paragens.

Naquele dia os dois amores, um da serra, outro do mar, puseram as suas tangas e as pérolas mais maravilhosas que um dia teve o mar. Cloé Pôs uma das mais belas grinaldas com um ramo de orquídeas que lhe cobria os peitos fartos cheios e rosados, torrando-a numa mulher linda dum meio socializado.

Tristao puxava uma zurra creia dos mais deliciosos frutos tropicais para junto de sua amada, que neste momento cativava o mais belo pássaro já mais visto.

Naquelas paragens onde a ilha continuava a crescer.

Mas este de tanga peitos e braços musculosos de uma cor Morena que o sol lhes emprestou, mas seus cabelos loiros caindo sobre os ombros, em desalinho o tornavam num homem saído das cavernas.

Cloé o chamou, o fez deitar sobre suas pernas, morenas mas fartas... este se deitou... e ali foi lavado do suor, seus cabelos foram penteados com o pente de pau que este tinha confeccionado, esta com muito amor fez-lhe um rabo-de-cavalo.

Este tornou-se no homem mais belo que uma mulher poderia desejar...

Não demorou tempo que estavam os dois a fazer amor louco, rebolando-se na erva fresquinhas antes de principiar a areia que as ondas vinham beijar como dois amantes.

Que nunca se param de namorar... os penedos a areia... e as ondas do mar.

O navio escola encontrou no alto mar dois barcos salva-vidas em perigo, os golfinhos foram emalhados por pescadores sem lei.

Logo foram se corridos e as redes guardadas para não fazer sofrer mais animais marinhos...

Os cientistas e tripulação do barco salva vidas, foi como um jardim tivesse aparecido no mar alto tal foi a sua alegria.

De momento a muralha de água se abriu e apareceu um batalhão de baleias que cortavam a água com graça, atrás delas a gora corta a muralha um grande navio.

Os olhos de Cloé e Tristao que foram interrompidos dos momentos mais belos que são concedidos ao homem e sua companheira ficaram atónitos e saltaram de contentes.

As baleias estavam sentindo águas baixas e temperatura insuportável para seu meio sanguíneo.

De repente a terra tremeu. E a muralha de água se aproximava, era um tsunami que acontecia... as baleia deixaram as suas cordas e se refugiaram no mar a água subiu.

Tristao e Cloé refugiaram-se no alto de sua cabana, agora a água empurrava o barco com grande ímpeto, mas as ondas foram descendo e quando finamente desceram o barco escola a ficou entalado entre penedos mas intacto.

Nesta posição seria possível reparar o rombo, se fosse possível desenvolver tecnologias e materiais capazes duma continuação da civilização.

Pouco a pouco todos foram descendo naquele lugar desconhecido e deserto. Tristao
Do alto de sua cabana Tristao e Cloé seguiam o desenrolar das operações.

Eles sabiam que o navio que serviria de bons aposentos para todos, mas precisavam de providenciar energia e precisavam de explorar as redondezas, talvez conseguissem o desejado.

Junto com um grupo Valdina desceu, no alto da cabana Cloé desmaiou nos braços de Tristao, este a depôs no colchão de suma a uma e veio correndo corda abaixo gritando Vardinaaaaaaaaa, Vardinaaaaaaa!!!

Por: Armando C. Sousa
Próximo capítulo XXI (Reunião e Invenção)