Aldeia da Maria do Mar XVIII

O Segredo do Mar

 

O tempo vai passando e nos vamos esquecendo o principio desta historia Maria do Mar... da Vila Tifa, da Princesinha afilhada em espírito da sereia Tifa, do seu belo palácio oferecido pelo feiticeiro do Mar o enorme bugio todo estofado de conchas da mais rara beleza, da chegada de Cloé e Valdina, ou ainda o principio desta história fruto da imaginação e da mentira.

Mas as maiores verdades na mente dos crentes principiaram em grandes mentiras, por conveniências continuam a ser grandes verdades.

Deixo a vocês de decifrar este enigma de que falei agora.

Leitores amigos! No capítulo passado falava eu dos naufrágios e dos segredos do mar.

Sim os segredos do mar são impossíveis de desvendar ao seres humanos, mas fáceis a seus habitantes.

O feiticeiro do mar tinha juntado um batalhão de aranhões para tecer a fibra óptica de carvão, de uma leveza e resistência estonteante, as enguias marinhas eléctricas e os peixes eléctricos e voadores, eram os que aqueciam o carvão e os aranhões o fiavam em potentíssimas cordas que resistiam milhares de vezes mais que as que os humanos faziam, embora os humanos estejam a principiar a descobrir esse segredo que ira revolucionar a industria de voar para o espaço.

O SOS lançado pelo submarino RUSSO foi ouvido pelo feiticeiro do mar e logo a seguir outro alerta passado pelo navio científico de exploração de combustível renovável, para movimentar o mundo humano, habitantes racionais do planeta azul.

Foi verificado que o rombo no navio, apenas o paralisava, impossibilitando-o de continuar a viagem de estudo; o rombo atingiu a casa das máquinas, mas as portinholas da casa das máquinas estavam hermeticamente fechadas, não deixando o navio ser inundado e o afundar com o peso.

O feiticeiro do mar iria usar seus batalhões e as cordas de seus segredos para ajudar humanos, pois entre eles esta a protegida de Tifa, a mente que quer tornar o mundo em mais amor e mais igualdade.

Esta sem ser uma divindade quer ver religiões sem guerra, os produtos da terra a servir o amor...

Ouvi esta um dia a falar do amor e das religiões... que doçura de mente...

Dizia Valdina, as religiões poderiam ser quase como cerejas... sem se guerrear... certas cerejas são grandes quase brancas, outras são bicudas e vermelhinhas, ainda outras são redondas de um vermelhão lindo, outras ainda são grandes e pretas, mas seja qual for a cereja que metas na boca, são todas deliciosamente docinhas... e não se guerreiam.

Isto e verdade, mas tens de ver que ao nascer não tenham sido varrufadas com os insectos malignos, o bicho da discórdia, como aquelas cerejas que se abres e tem uma grande minhoca dentro... ou ainda aquela qualidade que sendo lindas são azedas como aquela seitas que no final se suicidam.

Quando lhes perguntaram se realmente haveria deus, esta doçura de mulher respondeu...

Sim, deus existe para todos que estão perdidos e desesperados o procuram. Este lhe da a mão e os encaminha, pondo-os em estrada conhecia.

Mas é apenas hipocrisia para aqueles que vivem do seu nome.

Para aqueles que desejam amor proibido, para aquelas que fazem de seus maridos cornudos, para aqueles que usam o lugar de prestígio para desflorar crianças dos dois sexos... mesmo aqueles que estão perdidos e encontram deus, ele existirá apenas no período da perdição, depois usam seu nome em vão, voltando à mesma vida ate se perder outra vez.

Um batalhão de golfinhos rodearam o navio científico paralisado no alto mar, a transmissão mental foi usada pelo feiticeiro que fez descarregar enormes garrafas de ar comprimido que desapareceram nas ondas turbulentas daquele mar profundo.

As sereias pela primeira vez tentaram socorrer gente humana, presa naquele monstro de ferro e de nuclear propulsão, paralisado no seu reino.

As sereias desceram com o ar comprimido, mas qual o seu espanto verificar que mais um erro humano fabricara o submarino sem válvula de imergência para ser socorrido com ar de fora, em caso de acidente.

O mar guardaria mais este segredo, mas mesmo assim o feiticeiro do mar pegando nos cabos tecidos de fibra óptica de carvão pelos enormes aranhões, e ajudado por um batalhão de baleias arrastou o submarino para águas mais baixas para ser recuperável pelo homem.

O barco científico estava rodeado de golfinhos enquanto o capitão deu ordem para descer os parcos salva-vidas, mas com calma pois tudo seria recuperado par a continuação cientifica da recuperação de energia extraída do cheiro salino e dos vapores das algas, ou o estudo de outras formas de energia que venha suavizar nosso planeta da investida egoísta deste mundo cão onde vivemos.

Guerras manobradas pelas diferenças de religiões, fome e ignorância fruto do capitalismo egoísta.


Por: Armando C. Sousa
Próximo capítulo XIX (Para Onde Vamos?...)