Aldeia da Maria do Mar XVII

O Naufrágio

 

Naquele dia a aula terminou, o professor bufava surpreendido, os estudantes saíram cabisbaixo de coração partido, apenas preso por um fiinho de seu pensar...

Seriam realmente capazes de desvendar a ciência de que Valdina falava?...

Então na sua mente pairava o enigma de toda a solução, seria preciso laboratórios e principiar o trabalho.

O feiticeiro do mar que possui todas as riquezas das profundezas marinhas apareceu em sonho a esses bravos que pensavam no discurso de Valdina, e em sua proposta, fazendo-lhes crer em sonho que seria possível...

Ao outro dia o director veio a Escola, discursar e perguntar se haveria voluntários estudantes para iniciar um novo programa de recherche de combustível retirado do vapor e do cheiro da água marinha assim como energia captada em estacões solares e transmitida com laser vime para as centrai terrestres.

A central eléctrica da Aldeia Maria do Mar mesmo sendo uma obra-prima retirando electricidade das ondas marinhas, nem todos os países poderiam ter ascese a este tipo de electricidade, no entanto também seria um meio a usar esperando óptimos resultados dos estudo do novo laboratório, com as riquezas agora em nome de Valdina mas em posse do governo para as administrar em conjunto.

Um dia um dos estudantes, louco de amor por aquele biju de mulher, beleza de meiguice a saltar de seus olhos, sensualidade e sobre tudo um olhar enigmático, por vezes o olhar triste do fado, outras vezes um olhar de ler as estrelas para alem da luz, tudo o electrificava e lhe dava forca, este veio ter com Valdina e disse, tenho uma descoberta, querida... posso fazer gás hidrogénio do vapor dos lameiros com algas, e águas represadas do mar.

Sei que sou um fora da lei, mas meu carro trabalha assim, a minha despesa e plástico para cobrir o lameiro, por a bomba a captar e a trabalhar e encher o tanque, uma pequena modificação no carro. Já quis patentear, mas fui ameaçado com prisão se continua-se, ou mesmo o desaparecer deste planeta.

Valdina o tomou nos braços e lhes deu um beijo de muito obrigado pelo excelente trabalho, este de tanta alegria caiu inanimado, foi transportado a hospital, onde vem recuperando do esgotamento mental de tantas horas em estudo... Valdina o visita a cada dia enchendo-o de coragem de voltar aos estudos.

O hidrogénio e uma realidade, nos nossos dias mas quando poderão fazer bombas e lameiros para abastecer o mundo?

O estar fora da lei não ajuda a verdadeira nova era de combustível de que nos fala Valdina.

Através de muitas universidades se criaram novos laboratórios procurando energias do futuro, a ciência teria vencido se não fossem as mulas deitados pelo povo para governar, a riqueza e o egoísmo.

Mas o dia vira em que este nosso planeta azul ficara vazio de petróleo, ou voaremos de encontro à destruição, ou os governos terão de aceitar todas as alternativas benéficas ao planeta, captando os fume de aquecimento e destruição, tornando-os em energia também.

As universidades de estudo de ciência de energia renovável, por ordem do feiticeiro do mar, num colóquio mundial, resolveram levar os estudos dentro do próprio mar.

Foi apetrechado um navio escola, com os mais modernos laboratórios montados em material flutuável, escolhidos seres de mentes mais desenvolvidas no ramo de energia extraída do vapor das algas salinas.

Cerca de uns trezentos homens e mulheres estavam entre os escolhidos, eles eram todo o futuro da humanidade.

Descobrir energia renovável e maneira de parar o aquecimento destruidor da natureza, Nossa verdadeira Mãe.

Pois se viemos de microrganismos e vamos para microrganismos da mãe natureza, dela voltamos a nascer em microrganismos.

Mas vamos agora seguir o navio escola da futura energia solar e do mar.

Além de se encontrarem homens e mulheres nesse navio o interesse estava sempre virado para a ciência, esquecendo que eram humanos.

De momento ouve-se na rádio SOS de emergência, dizendo que um submarino atómico RUSSO foi atingido por uma mina ou uma explosão marinha, talvez vulcânica, e que se afundava, o reservatório de ar não duraria mais de três dias...

Ouve grande alvoroço abordo do navio escola, então os comandos deram ordens para o navio se aproximar do submarino em Perigo, mas uma centena de nozes andado o navio foi sacudido por grande estrondo.

Foi descida uma sonda electrónica para verificar que havia um rombo e propala teria partido uma pena, que a água encharcaria a casa das máquinas mas haveria tempo para salvação de toda a tripulação e cientistas.


Por: Armando C. Sousa
Próximo capítulo XVIII (O Segredo do Mar)