Aldeia Maria do Mar XVI

O Esperar de Nova Vida

 

Depois do naufrágio, e de Valtina ter arrastada pelos golfinhos e ter aparecido inanimada nas costas do porto de Alexandria no Egipto.

O feiticeiro do mar sempre a seguiu, fez diligências através de seu feitiço para que Valdina ao acordar sentisse o sentido de segurança, que da confiança a mente de quem acorda em terras estranhas.

O governo tinha instruções de a proteger e de lhes dar educação sempre que sua mente atingisse diferente nível.

Valdina era quase uma criança, mas duma beleza sem par, seu fato azul cor do mar, uma blusa branca um tudo nadinha decotada, deixava transparecer o corpo de mulher em formação, depois seus longos cabelos meios encaracolados atados em rabo de cavalo lançados sobre o lado esquerdo deixando do direito mostrando sobre o bolso uma lindíssima sereia, a marca do costureiro de Valdina.

Sua charpa branca, mas transparente cobria sua cabeça dando-lhe um ar magnético mas doce, e seus lábios carnudos formados em rugas de sorriso emprestavam-lhes ar de inocência, que seus olhos meigos acabava de completar como uma porta aberta deixando antever a doçura de seu ser, ela toda, era um pólo magnético da juventude amorosa e com desejos da carne... o possuir um ser assim era a certeza de um êxito de amor eterno.

Depois de ser avaliado seu IQ e mentalidade, Valdina integrou uma classe muito superior a sua idade...

Os rapazes que integravam a mesma classe eram bastante mais velhos, e na ausência dos professores os aviões de papel caiam ao redor de Valdina, sempre acompanhados com mensagens de amor e promessas de fazer desta jovem rainha de seu coração...ou mesmo lutar para fazer dela rainha do mundo humano.

Na verdade sua beleza era de fazer enlouquecer, mas haveria verdade no pensar dos que estes bilhetes que vinham do ar e de quem os estava a escrever?...

Devagarinho Valdina se aninhou e um a um juntou cada pedacinho e pôs-se a ler, dava um sorriso, ou seus olhos se fixavam longe num pensar, mas nunca para seus companheiros lançou um olhar.

As horas da campainha tocar para as aulas acabar naquele dia se aproximavam, e esta pensava, pensava... de momento se levantou, pediu autorização e foi falar com o professor; este fez um sinal de afirmação, deixando Valtina em frente da classe.

Esta levantou os papéis no ar que tinham sido brinquedinhos de atirar...

Valtina em voz clara, mas meiga e convincente, disse, o mundo precisa de nós, não temos tempo para brincar...

Sei que nosso pensar e instrumento dos olhos, e estes são a electrificação do desejo da carne, depois a loucura inebriada pelo desejo, faz fazer estas coisas; mostrando os papeis a ela atirados.

Como sabeis, sou ainda uma criança em corpo de mulher, como vos desejais uma mulher eu um dia desejarei um homem... mas agora e tempo de estudar...

O meu empenho e descobrir e poder ler os eruditos do passado, compreender o que nos deixaram escrito e sua ciência... como viviam, e seu pensar... o porque de tanta grandeza, o porque de tanto segredo... o porque de tanto poder; meus colegas, é isso que procuro descobrir e compreender.

No entanto, tenho desejos de um dia encontrar um homem que siga quase meus exemplos... gostaria de encontrar um homem que descobrisse no futuro como viver sem tanta ganância e egoísmo; descobrir novas maneiras de podermos viver sem este medo do nosso globo esvaziar; tornando em agonia o aquecimento terrestre, os glaciais estão a desaparecer, o norte esta ficando o que eram pântanos, agora é terra seca, a água desapareceu, e uma fumaça aqui e ali torna cidades numa temperatura doentia.

O verde está a morrer com tanta acidez, casada pelos resíduos de gasolina, e das chaminés poluindo o ar, que é a causa de tantas guerras de tanta ambição, e assim a tantas maldades ainda juntam o poder da religião, que e um descalabro.

Hoje colegas desta universidade vos vou dizer, tenho riquezas para fazer estudar quem nesta matéria quiser entrar, e talvez o vencedor de um futuro melhor o poderá eleger meu coração a fazermos um par para juntar o futuro ao passado...

Para acabar com o poderio precisamos de energia renovável extraída do sal das águas do mar, das ondas e dos ventos, energia dos raios solares captada pelas ondas siderais e enviada como um simples vime de luz.

Quando isso a cumprirmos deixarei meu coração votar no homem que me vai levar.

Por favor não atirem mais papelinhos, vamos estudar ok?...

Todos os presentes aplaudiram, Tifá estava presente como arcano do espaço...

Invisível mas presente na mente de Valdina que a abraçou e prometeu que seria possível no que ela estava a pensar.


Por: Armando C. Sousa
Próximo capítulo XVII (O Naufrágio )