Sonho e Realidade

 

Queridos leitores, depois que se passou aquela cena onde o castigo deu as mãos ao acaso, assim, punindo aquela meia baleia, e o D. João dos mares das sereias; o riso em gargalhadas foi geral, as sereias humanas nas suas cadeiras deitadas, deixando entrar os raios de sol e ultra violeta em quase todo o corpo, tratando seus pomos com a delicadeza e respeito, mas fazendo-o com o pudor que toda a mulher civilizada deve ter, aquela cena que descrevi no sonho, me deixou mais ciente que a bebida alcoólica e a droga por vezes e o maior inimigo do ser humano civilizado, fazendo-o esquecer que se deve nunca perder o senso do nosso pudor, e maneiras cívicas adequadas.

Aqueles dois, se pode dizer selvagens, foram corridos pelos canhões do riso.

Eu nesse momento quis realmente rever o lugar de meu sonho, onde minha amiga Tifa me falou do que se ia passar, e desta vez pedalei o barco para o lugar onde se formavam as cristas branquinhas como grandes albatrozes que levantavam vôo, vindo-se esparralhar nas areias macias da praia.

Cheguei; lá estava o penedo majestoso tipo cadeirão de um trono, lancei ancora, talvez metro e meio de água, e minha mente pediu para me sentar naquele trono procurando receber as ondas magnéticas da grandeza do mar, e da realeza que os encantos das sereias, davam a minha mente.

Minha imaginação principiou a movimentar-se em sentido impossível e hipnótico, perto dos precipícios da loucura e realidade.

Perguntava, se ali seria o lugar onde minha esposa poderia se sentar e sarar das dores que a atormentam e me vai impedindo de viver a vida a toda extensão da felicidade.

Uma gargalhada soou a meus ouvidos, dizendo o sofrimento faz parte do mistério da vida, deixa que tua esposa deixe sua mente voar para lugares longe da dor, assim ela pode ser feliz antes da Mãe Natureza tomar conta de sua mente e coagular seus rios de sangue da vida; fiquei triste por momentos.

Essa gargalhada foi dada pela minha amiga Tifa, que mais uma vez vinha se sentar em seu trono na praia de seus antepassados e onde tantos corpos de pele tão fina se espraiavam.

Por segundos senti seu beijo macio, duma amizade sincera que apenas o mar conhece e suas ondas de espuma procuram transmitir à mente humana, seus braços me apertaram dando as boas vindas ao seu recanto, naquele mar onde a temperatura convidava a nudez, apenas resguardada pelo pudor de natureza cívica.

Tifa, a Sereia amiga disse... vou te emprestar meu braços, meu sopro entrara nos teus pulmões, e tu comigo vais nadar, ver estes corais onde os peixes e suas cores se misturam com a beleza sem fim dum mar, que é o meu céu, meu abismo e meu encanto, e o encanto e recanto dos humanos.

Depois te darei o prognostico de teus últimos dias neste recanto onde os coqueiros se erguem para o céu como agradecendo pela natureza ser tão pródiga, de cores, sol e sombra, desejo e loucura; natureza feliz com a alegria a dar aos visitores, mas escondido aos olhos humanos; visitantes deste recanto onde meu trono foi plantado.

Bem pertinho das bananeiras, os coqueiros se esgrouviam para deixar entra a luz da lua. Luz de reflectes de encanto, ver tantos namorados deitados fazendo juras de amor.

Loucos pelo sonho, que vivem e agradecem pelo ar morno e macio como as penas dos flamingos cor de rosa, que esvoaçam, pousando nos pelos crestados pelo sol nos peitos de tantos homens que a rigidez do ar frio de Norte América os fez crescer.

A beleza dos bugios e os berços de milhões de microorganismos marinhos me deram uma visão de sonho que eu nunca pensei ser possível.

Sem folgo recebi de Tifa o ar da vida, me ajudou a subir para meu barquinho, feito de pensamentos, dizendo, estes últimos dias sentiras a felicidade que desde longo tempo buscavas... vai Armando, procura te divertir, e diverte o mundo humano desta instancia, a alegria entrara em ti e em todos a teu redor.

Antes de partir terás imitado um famosíssimo personagem, e serás coroado rei de (Autopi) a platéia se prostrará, te aclamando, Aloa Aloa Aloa depois de teres convivido com tua rainha deixando a platéia mijada de riso.

(Esta ultima parte foi realidade, deixando-me a sonhar com a próxima viagem, a uma das praias das Caraíbas, mas seria no Brasil se não houvesse tanto crime).

Por: Armando C. Sousa