No País da Neve IX

Fonte da Juventude

Naquela aldeia de pastorícia não faltava a lã, o queijo e o leite, e todos os derivados da lã; mas as coisas mais importantes que lhes ofereceram, foram dois grandes tapetes tecidos apenas com a lã fina do peito da ovelha de um ano, também um cobertor feito do mesmo material, que deliciava quem se sentisse acariciado por tal macieza.

Os nossos heróis estavam cansadíssimos, deitaram se nos tapetes cobertos pelo cobertor, dormiram como nunca, juntos acordando dum sonho abraçados fazendo amor como nos primeiros dias de loucura...

Os homens validos da aldeia trabalhavam na grande cobertura da barraca e lugar de convívio e tratamento dos sinistrados e doentes.

O trabalho guiado pelo nosso Dr. Alípio foi construída com troncos de pinheiro, talhados e embutidos da mesma forma que os canadianos construíam suas cabanas onde nada poderia chegar a não ser a matéria prima local.

Em cima das grandes traves o telhado foi tornado impermeável, com ervas de junco dos pântanos.

Entretanto as mulheres e crianças se aproximavam com curiosidade, mas sempre cobertas pela (burca) espécie de capa...que não deixava mesmo ver os olhos.

Duas crianças que agarradas a um pau não podiam por o pé no chão; Eomina quis ver o que se passava, atirou seu véu pela cabeça e se aproximou, alourando as crianças com rebuçados, esta examinou o pé duma das crianças, com folhas de malvas preparou uma efusão onde a criança banhou seu pé.

Fez lhe beber um chá de folhas de coqueiro, pegou no seu espeto infravermelho e o introduziu no buraco do pé mesmo com a criança aos gritos, mas segura pelo seu Marido e companheiro Alípio, esta ligou, mais um grito e um sorriso, as dores tinham passado... e que a criança tinha um carrapato que aprofundou ate ao osso, esse choque matou o carrapato, depois foi fácil limpar o buraco, ao outro dia a criança andava sem paus e sem dores de maior.

A outra criança recebeu mesmo tratamento, veio um idoso com uma perna esfacelada preta de gangrena, Esta nossa Heroína foi ao pântano procurando meia dúzia de sanguessugas, e mesmo a perna a feder esta lhes pôs as sanguessugas que lhe retiraram todo o sangue apodrecido, e principiou um tratamento de penicilina.

Dias mais tarde, este estava no caminho da cura... as mulheres da aldeia viam aquela que não tapava a cara como uma deusa, e principiaram a se aproximar...Eomina as atraiu com um pequeno espelho, elas nada viam, alem do negro de sua burca.

Eomina retirava a cabeça para não respirar aquele cheiro nauseou que elas deitavam, mas estas se deliciavam com o cheiro de Eomina.

Esta nossa heroína se encheu de coragem e lhes perguntou na língua de sua mãe, que pensou que elas compreenderiam; mulheres, vosso cheiro e mau... vos não vos lavais?

Algumas delas fugiram, mas outras pegaram na mão de Eomina e lhe disseram Anda...

Esta respondeu eu vou, mas se me fizerdes mal vende bem a vossa sorte... apontando uma caneta laser, fez tombar uma cabra instantânea... fulminada... mas as mulheres continuaram a conduzir Eomina, socalco acima.

Entraram numa gruta a qual foi trancada por uma roldana e uma tranca, Eomina estremeceu, mas as seguiu, para logo ver uma luzinha que de muito alto iluminava uma moda que fervia de dela saia um reguinho para um laguinho que tinha uma fonte de água natural... esta água junta com a de origem vulcânica, tornava-se numa fonte de beleza e juventude.

As mulheres levantavam a burca até ha cintura e assim se lavavam... quando Eomina reparou nas suas pernas e pudico eram um desastre cheias de cabelo, no pudico poderiam fazer trancas de tão longo e mal tratada traziam a fonte da vida.

Eomina lhes disse não e assim... retirando toda a sua vestes, deixou ver a sua pele luzidia e macia apenas na parte pudica uns pelos bem tratados e baixos, mostrando um corpo de violino que fazia inveja e desejo. Esta nossa heroína se atirou no lago de água muito (quentinha), nadou e se foi lavar na queda de água natural considerada a fonte da juventude.



A seguir capítulo X

A Lição

Por: Armando C. Sousa