No País da Neve VI


Na sala viam-se os reflexos emitidos que o diamante deitava, na parede.

Todos os presentes estavam contendo a perspiração e olhos postos em Eomina, onde viam seus olhos reluzir ainda mais que diamantes.

O silencio foi quebrado e todos ficaram em suspenso, Eomina diz, sim amoreeeeeee, aceito-te como único e o companheiro que o meu destino quis, mas não aceito o cobertor esburacado da religião, cheio de mentiras egoísmo e interesses.

Seja qual for a religião não quero casamento; não quero alimentar a mentira daqueles que fomentam os ódios e as guerras; quero um companheiro que me ame e para eu idolatrar, para abraçar, para conversar, defender ou ser defendida, e respeitar para toda a minha vida, enquanto, esteja enraizado no seu coração o amor e respeito que hoje confesso, eu te aceito louca de prazer...

Grande abraço e beijo demorado.

Os pais abanavam a cabeça e encolhiam os ombros, como quem diz; não podemos quebrar-vos as assas, deveis voar no vôo raso da vida, para um dia voltares com pedaços de vosso sangue, para que sejam o nosso enlevo e nossos cabelos venham a embranquecer com um grande sorriso, e nossa cara mostrando as rugas da felicidade.

A neve tinha caído com abundância naquela tarde, as maquinas ouviam-se passar a fazer limpeza; fora fazia frio, talvez menos – 10° Mas dentro de casa havia calor em cada coração, calor termostato e o crepitar da lareira.

Neste momento os mais novos estavam entretidos a jogar as cartas; os pais conversavam entre si muito animados coisas sobre seus filhos, a certo momento o Pai de Eomina, pediu licença e fez um telefonema... esta? Posso falar com o Silvino?... Sim, esta mesmo a vestir o fato do moto-neve, para ir fazer limpeza da neve que caiu...

Por favor, pode o por no telefone?...

Estas bom? E pá, queria pedir-te o favor!... era para limpares a neve de meu terreiro.

Que de certeza a neve que caiu, eu não poderei chegar a casa... eiii amigo descansa que a neve estará limpa... os amigos são para as ocasiões... Obrigado... sabia que eras um verdadeiro amigo.

Depois dos pais de Alípio e Eomina conversarem com alguns risinhos entremeio.

Esta chamou Eomina e em vos meiga disse creio que estas a pensar em ir para o cinema ou hotel com Alípio esta noite... mas eu te vou fazer um ultimo pedido enquanto minha menina... fica em tua cama mais esta ultima noite; amanha teremos uma surpresa para vos dois... Eomina abraçou sua mãe dizendo tua vontade será feita.

Eomina foi conversar mais um pouco com Alípio, abraçou e disse amor temos de adiar o nosso grande dia para mais um dia, não quero que minha mãe sinta a minha desobediência nestas ultimas horas.

Neste momento o Pai de Alípio levantou se dizendo este brinde vai para que sejais felizes e pela bolsa de estudo oferta da minha companhia para com Alípio, aplicação feita pelas tuas duas irmãs gémeas... 4.000 dólares por os anos de estudo, sem perder ano, e duas mil em dinheiro para despesas extras.

Alípio foi abraçar as irmãs e os pais, pela grande ajuda, depois dos muitos abraços e beijos de despedida dos pais e Alípio e Eomina, ficou combinado de se encontrarem ao meio dia certo num restaurante da cidade.

Alípio pediu para levar suas duas irmãs ao cinema o que os pais acordaram como prémio de tanto trabalho e estudo...

Ao outro dia estavam no restaurante e logo foram servidos com boas entradas, ao meio destas o pai disse, hoje o dia será curto muito corto para vos estão aqui dois bilhetes para vos os dois ires passar uma semana de lua de mel a Ponta Cana.

Chegais a tempo de principiar mais um ando de estudos, nos iremos visitar-vos ao vosso apartamento, que nos encarregaremos de o modificar neste meio tempo.

Escusado será dizer-vos que as ferias foram de sonho, de prazer e descanso e muito amor.

Estes terminarão os estudos com excelência, teriam agora dois anos de estagio nos hospitais de sua aplicação.

Estes resolveram e ver mundo, e sua grande pobreza... então se registraram como doutores sem fronteiras.

Sua primeira missão foi numas terras montanhosas do Paquistão, desbastada por um grande terremoto onde só mulas poderiam lá chegar...

Assim com suas mulas carregando sua barraca, seguiram levar um pouco de conforto e saber, onde a civilização estava a muitos anos de sua chegada.

Assim deixamos os nossos amigos, procurando fazer o bem e admirando o homem e a mãe natureza... o mundo mesmo assim e muito pequenino, o destino o saberá se os podemos encontrar um dia para ver o que o destino lhes reservou.

Mas este simpático casal voltará um dia a civilização?

Por: Armando C. Sousa