No País da Neve V


Dias antes do inicio das ferias natalícias, Eomina veio ao Apartamento de Alípio e os dois arrumaram-no em preparação para as ferias, sentaram-se em frente da TV comendo uma Sandwich onde predominava a salada:

Alípio a medo se foi aproximando de Eomina, esta percebendo se aproximou também dizendo, se todos os casais fossem assim haveria muito menos divórcios, Alípio deitando seu braço por cima de Eomina disse... és mulher de meus sonhos e salvadora de minha vida; amo-te com todo o meu ser: este beijou-a apaixonadamente.

Eomina demorou um pouco o beijo, mas suavemente se desprendeu, dizendo, Alípio nem mesmo o amor entrara no nosso meio e dos estudos, poderemos juntar nossas famílias, nas ferias de natal e nos conhecer melhor.

Meus pais vivem numa pequena fazenda ao sair de Sudbury, onde minha mãe cria de todos os animais e meu pai trabalho na Nina Falcão Bridge como chefe de serviço e nas horas vagas lavra a terra e ajuda minha mãe; Eomina acabou por lhes dar sua direcção e numero de telefone.

Logo que esta lhes deu boa noite com um beijo apaixonadíssimo, este telefonou a sua mãe pedindo para esta convidar os pais de Eomina, para um jantar nas ferias de natal.

Como agradecimento e seu sucesso operatório.

As irmãs gémeas de Alípio ao ter conhecimento do caso, desdobraram-se em tomar conhecimentos das mais populares iguarias Afagas, pois queriam surpreender.

Estas arrumaram toda a casa trabalhando como o nunca tinham feito em suas vidas.

A mãe ao ver tanta canseira das filhas, disse com seus botões, vou principiar a receber mais visitas, este e o melhor meio de ensino.

A viagem de London A Sadbury decorreu normal, apenas com algumas quedas de neve atravessando Muskoca e Perrissao; quando passaram pelo restaurante ainda de vidro partido os dois deram um ai de saudades desses momentos, ao mesmo tempo de agradecimento ao destino que os juntou.

O grande dia chegou, a mesa estava posta com os mais afamados pitéus Russos e do Afeganistão, no centro da mesa ardia um largo círio de cera com odores que acalmavam o ambiente tornando em respeito e amizade.

Os visitantes foram recidivos com carinho com reconhecimentos de grande estima, mas que fizessem de conta que estavam em sua casa, tudo seria natural, as famílias apresentadas por Alípio e Eomina, mas os olhos do Lico irmão de Eomina não descansavam, olhando para as duas mocas gémeas que não saberia de qual a mais bela; de qual gostaria mais, de tão sedutoras e iguais que eram.

Apenas com seus botões...que beleza, e que gentileza de moças...estas sempre com qualquer coisa nas mãos para servir os pais os iramos e Eomina que se sentara junta a Alípio no sofá pequeno.

Os dois conversavam muito baixinhos e olhavam para seus pais!... o que estariam a dizer?... Alípio a cercou-se dos pais de Eomina falando baixinho, estes apenas assinavam com a cabeça em movimento do sim...

Cerca das seis horas da tarde, empregados da (Churrasqueira Bairrada) entraram com uma travessa com um cabritinho assado, outra com um leitão, e uma panela de barro com arroz de marisco, tudo cheirando deliciosamente.

Estes abriram garrafas de espumoso que mais pareceram duas bombas.
Primeiro brinde foi feito a boa saúde de Alípio pelos pais de Eomina
Segundo foi feito ao heroísmo de Eomina, salvando Alípio.
Cada um se serviu como num bufete de amigos.

Depois de comerem um bom bocado, Alípio levantou-se, dizendo; queria brindar a mãe natureza com sua neve, e ao destino que me juntou a Eomina naquele dia de tempestade, acabamos por nos conhecer, afinal, esta acabou por me salvar a vida.

Alípio aproximou-se de Eomina, ajoelhou-se, estendendo uma caixinha dizendo como prova de meu grande amor... abre, dentro um bilhetinho, dizia já pedi tua mão.

Amor de minha vida... aceitas-me com esposo ou companheiro?
Os pais olharam uns para os outros, sorriram e se apertaram...
Eomina virava e revirava o anel que brilhava à do círio que ainda ardia sobre a mesa
O momento era solene, todos esperavam a resposta de Eomina...



Teremos na próxima semana o desfecho desta historia com o capitulo VI

Por: Armando C. Sousa