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No País da Neve III
Alípio
custava-lhe a acreditar que não sonhava, mas alguma coisa
lhe veio a cabeça que se levantou dum salto e pegou no telefone,
riscando um número... eram seus pais que respondia... Alo?...
Quem fala?
Desculpe-me
pai, mas cheguei à bem poucos minutos, estive retido com
uma tempestade de neve, mas cheguei bem, depois conto-lhe, agora
quero descansar, boa noite para a mama também.
Neste
espaço de tempo Eomina chegava ao campo da universidade onde
residiam, suas colegas dormiam, esta pegou no telefone e riscou
o numero de casa, foi sua mãe que atendeu estava preocupada
e curiosa depois do telefonema da policia.
E
logo perguntou estas bem?... Eomina respondeu, sim mãe, estive
retida na tempestade de neve com um moço da minha universidade
durante duas horas, num restaurante abandonado e fechado, roupas
encharcadas e a secar encima de um fogão ardendo com cadeiras
partidas, estava embrulhada num cobertor de viagem que me ofereceu
o rapaz...
Ho god respondeu a mãe... e deu para saberes o que e ser
mulher?...
Mama,
que e isso?... Não mãe... o rapaz era um verdadeiro
gentil-homem, mas estive tentada, só o destino não
o quis... a mãe respondeu, no meu tempo de menina, fui forcada
aos doze anos, depois cortada e prometida a teu pai que muito adoro,
este é um verdadeiro marido e um pai amigo... filha, essa
maldita religião que apenas servem os homens, nunca creia
nela; sim filha, deixa que o destino seja teu generoso guia, e esse
guia que seja ardente de amor.
Elma
mãe de Eomina, saltava de contente ao entra na cama, o marido
aproveitou a alegria da esposa para uma noite das raras que vinha
vivendo.
A esposa contou o que se tinha passado com Eomina à sua maneira,
esse jeitinho que só as mães tem, quando se fala das
filhas.
Eomina
dormir foi por vezes agitado, com arrepios de frio e calor, o que
foi notado pelas suas companheiras em quartos contíguos,
pela manha foi a primeira a acordar e tomar banho, mas nada de conversa
sobre sua viagem, embora sua companheira insistisse em saber como
decorreu com a neve.
A
Aula mais uma vez foi de grande proveito e medo e incitamento, Eomina
teve de cortar o defunto numa simulação de operação
ha apendicite.
Esta
usou seu bisturi com acerto, segundo o professor operador foi uma
das aulas mais proveitosa para os presentes alunos.
Na
verdade a experiência foi traumática para Eomina, ter
de cortar um cadáver.
Enfim
disse ela com seus botões, tudo isto faz parte da carreira
que escolhi, carreira de que o mundo precisa, pelo menos através
de países onde a pobreza e extrema como a pobreza do torrão
que me serviu de berço.
O
dia de aulas do Alípio teve quase os mesmos contornos, mas
a diferença foi que este sentiu como a sentir uma dor do
mesmo lado onde se situava a apendicite no cadáver que abria,
mas logo se acalmou; dizendo para si, creio que isto é medo
que senti.
Os
dias iam passando sem se voltarem a encontra, mesmo freqüentando
a mesma Universidade, não era fácil o reencontro,
mas sua mente ainda retinha a imagem do restaurante onde se agasalharam
no meio da tempestade de neve, via constantemente o cobertor a cair.
E
o abstracto sombra, que a luz tênue desenhava na parede.
Eomina
pensava na pergunta de sua mãe, se deu para ser mulher...
quase como aquilo que ouvia dos católicos, bendita sejas
tu entre as mulheres, isto queria dizer que seu 22 anos não
eram o bastante para ser mulher, ser mulher seria ser penetrada
por um homem e estar preparada para continuar vida.
Ainda
se eu encontra-se um amor como aquele que o destino nos juntou em
momento dramático nomeio daquela tempestade...
Alípio soube a muito custo onde residia Eomina, esperou,
assim viu duas colegas que entravam no mesmo apartamento, era uma
sexta-feira, com receio Alípio perguntou se ali vivia Eomina,
e descreveu sua fisionomia, estas lhe disseram que ela tinha ido
com Sônia fazer compras e que não sabiam quando voltaria.
Então
Alípio pegou num bloco de notas e escreveu reencontro amanha
no parque para uma pizza que levarei... Alípio Voltinov...
Depois
duma grande risota sobre a estadia no restaurante no meio da tempestade
de neve.
As quatro se embrenharam no parque, procurando o homem da pizza
nova.
Depois
dum pouco de tempo Alípio foi encontrado num banco contorcendo-se
com dores do lado direito do abdome.
Eomina
ficou pálida e a tremer, as quatro levaram Alípio
para a enfermaria da universidade, e por iniciativa de Eomina telefonaram
ao doutor professor das operações de que ela fez parte
na simulação de operação da apendicite,
o único Dr operador que se encontrava nas redondezas...
Os
minutos são cruciais dizia Eomina... vamos preparando a mesa
das operações...
Fim do III capitulo
A seguir...? capitulo IV
Por: Armando C. Sousa
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